Demanda e prêmio pago pela soja brasileira aumentam, diz secretário

A demanda e o prêmio pago pela soja brasileira estão aumentando com a guerra comercial entre os Estados Unidos (EUA) e a China, disse o secretário adjunto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Sávio Pereira, ao apresentar o 10º levantamento da safra de grãos, elaborado pela pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O prêmio é uma remuneração extra para a exportação de soja. Na última sexta-feira (6), a China anunciou que iniciou “de forma imediata” medidas de represália contra importações de produtos americanos, após a entrada em vigor nos Estados Unidos de tarifas a mercadorias chinesas importadas, no valor de US$ 34 bilhões. Foi aplicado um conjunto de tarifas de 25% sobre produtos como a soja.

Com isso, houve queda nos preços da soja na Bolsa de Chicago. “Os preços são definidos pela Bolsa de Chicago, mas a bolsa reflete muito o mercado americano. Os mercados regionais, como do Brasil, da Argentina e do Paraguai se adaptam à Bolsa de Chicago por meio dos prêmios pagos nos portos. Como há essa queda na procura pela soja americana, os prêmios nos portos brasileiros pela soja brasileira sobem”, explicou Pereira.

O secretário adjunto acrescentou que o efeito para o mercado de soja brasileiro pode ser positivo. “Semana passada, já havia informações que foram canceladas compras de 500 mil toneladas de soja americana. Significa que a soja americana vai custar 25% a mais para os chineses. Evidentemente isso provocou queda na Bolsa de Chicago, que reflete muito o produto americano. Mas, em compensação, os prêmios nos portos brasileiros subiram. Então, a taxação americana, com a queda em Chicago, afetou o Brasil, eu diria, até positivamente. A procura é para o produto brasileiro agora”.

Segundo a Conab, a produção de soja no Brasil pode chegar a 118,9 milhões de toneladas, com crescimento de 4,2% em relação à safra passada. Entre as culturas avaliadas, a soja registrou o maior volume de área semeada, com aumento de 33,9 milhões para 35,1 milhões de hectares.

Fonte: Agência Brasil

IBGE prevê recorde na produção de soja em 2018

A produção nacional de soja deve alcançar o recorde histórico de 116,3 milhões de toneladas em 2018. O resultado é 1,2% maior este ano do que o obtido em 2017, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de junho, divulgado nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A área colhida deve aumentar em 2,6%.

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos agrícolas do País, responsáveis por 92,8% da estimativa da produção brasileira em 2018 e 87,0% da área a ser colhida.

Para o IBGE, a safra agrícola de 2018 deve totalizar 227,9 milhões de toneladas, uma queda de 5,3% em relação à produção de 2017 – o equivalente a 12,7 milhões de toneladas a menos. No ano passado, a safra somou 240,6 milhões de toneladas.

A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada também hoje, é mais otimista. O órgão prevê que a segunda maior safra da história chegue a 228,52 milhões de toneladas, com uma redução de 3,9% (9,2 milhões de toneladas) em relação à safra passada, que atingiu recorde de 237,7 milhões de toneladas.

Fonte: Estadão

Brasil e Vietnã firmam parceria na área do agronegócio

Missão liderada pelo vice primeiro ministro vietnamita foi recebida pelo ministro Blairo Maggi

Os ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, e o da Agricultura e Desenvolvimento Rural do Vietnã, Ha Kong Tuan, assinaram nesta segunda-feira (1º) memorando de entendimento com o objetivo de incentivar maior cooperação entre os dois países nas áreas relacionadas à agricultura.

Melhorar e facilitar a cooperação técnica entre cientistas e instituições de pesquisa e desenvolvimento agrícola é uma das atividades previstas no acordo, compreendendo intercâmbio de delegações de especialistas, cientistas e estagiários. Está previsto também a troca de sementes e raças animais, de informações técnicas e documentos, além de organização conjunta de seminários técnicos, workshops, conferências, exposições setoriais, formulação e implementação de projetos de pesquisa.

O documento foi assinado no Ministério de Relações exteriores, nesta segunda-feira, com a presença do ministro Blairo Maggi durante reunião com a comitiva vietnamita liderada pelo vice primeiro ministro, Vuong Dinh Hue, integrada por sete vice-ministros, além do vice presidente do banco estatal, Nguyen Thi Hong, e da Câmara de Comércio e Indústria do país, Doan Duy Khuong. No início da tarde, Maggi recebeu a missão técnica em seu gabinete no Mapa.

“O comércio tem que ser ampliado entre as partes e anda quando a parte política decide que deve andar. Daqui para frente os técnicos do Ministério da Agricultura juntamente com os técnicos deles buscarão harmonizar mais a legislação dos nossos certificados fitossanitários e fazer com os negócios aconteçam pelas mãos dos empresários, como deve ser feito”, disse o ministro após o encontro.

Maggi lembrou que o Brasil importou no ano passado um pouco de café no sistema drawback do Vietnã. “Esse mercado está aberto, é uma consequência do mercado mundial. O Brasil não precisa importar a cada instante. Mas, em determinados momentos, fazer um blend nas empresas importadoras ajuda a indústria a ser competitiva lá fora. Os países não devem ser hermeticamente fechados porque senão ele fica do tamanho do seu mercado interno”.

O Vietnã, observou Maggi, tem cem milhões de habitantes e território equivalente a 30% do Mato Grosso. “Quer dizer, então que se trata de um mercado bem interessante e que pode resultar em ganhos para ambos os lados”

Um grupo de trabalho conjunto composto por representantes do Brasil e do Vietnã será responsável por discutir e desenvolver programas sobre os assuntos de que trata o memorando.

Desde 1986, quando o Vietnã iniciou a abertura da economia, o país vem crescendo a taxas de mais de 7% ao ano. O país deixou de ser um dos países mais pobres do mundo, importador de arroz, e se transformou em modelo de crescimento e um dos maiores produtores e exportadores de arroz, maior produtor de café robusta, e grande exportador de borracha, castanhas, pimenta e pescados. Está em franco processo de industrialização, urbanização e modernização.

Além de membro da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), encontra-se entre os países emergentes mais atraentes para a realização de negócios e de investimentos. Tendo em vista a importância do Sudeste Asiático como polo produtivo e financeiro da economia global, o Brasil tem interesse na região, onde há oportunidades em função de reciprocidades entre as economias.

O MAPA em parceria com o Ministério das Relações Exteriores organizou a participação brasileira na 40ª edição da feira Food and Hotel Asia 2018, o maior e principal evento do continente asiático destinado a promoção e comercialização de alimentos e bebidas. A feira ocorreu em Singapura entre os dias 24 a 27 de abril, no Singapore Expo e contou com a participação de 3.526 expositores de 72 países e visitantes de 100 países. O Pavilhão Brasil ocupou 90m² e abrigou 17 empresas expositoras de diversos segmentos do agronegócio.

Fonte: MAPA

Brasil tem potencial para dominar comércio agrícola mundial até 2050

O Brasil vai dominar o agronegócio mundial em 2050, mas antes terá que derrubar algumas barreiras impostas pelos exportadores, especialmente os chineses

A previsão é do presidente da indústria de máquinas agrícolas John Deere no Brasil, Paulo Herrmann, e tem como base, além de sua experiência, as projeções de crescimento dos PIBs das principais economias do mundo feitas por uma grande consultoria internacional. “Na indústria, estou convicto de que o domínio será dos chineses. Já no setor de serviços, ninguém vai estar à frente dos indianos”, afirmou Paulo para uma plateia de quase 2 mil pessoas durante o 8º Congresso Brasileiro da Soja, que se realiza em Goiânia.
Dono do oitavo maior PIB do mundo hoje, o Brasil, segundo o executivo, deve avançar para o sexto lugar em 2050, mais que triplicando sua economia, que passa dos atuais US$ 2 trilhões para U$ 6,5 trilhões. Só será superado por China, que crescerá quatro vezes e atingirá U$ 50 trilhões, Estados Unidos (U$ 34 trilhões), Índia (U$ 28 trilhões), Indonésia (U$ 7,3 trilhões) e Japão (U$ 6,8 trilhões). A Alemanha ficará atrás do Brasil, com U$ 6,1 trilhões. “Nos vingaremos dos 7 a 1”, disse o executivo, arrancando sorrisos do público.
“O agronegócio brasileiro está muito bem estruturado, é o único país que tem potencial de dobrar sua produção, mantendo a preservação de 66% do território nacional, e terá o enorme desafio de alimentar chineses e indianos cheios de dinheiro e dependentes da importação de alimentos.”
Segundo Paulo, a China, com garantia de mão de obra barata para suas indústrias, maior qualidade nos produtos e escala, não tem interesse em investir na produção de alimentos. Mesmo porque lhe faltam aptidão, terra de boa qualidade e água. Mas, ele alerta que os chineses, com tradição milenar de negociar, serão importadores muito exigentes e vão esconder o volume de seus estoques de alimentos. “Precisamos deixar de ser ingênuos nas negociações. Hoje, as barreiras impostas pelos países importadores são as alíquotas, mas elas estão com os dias contados no comércio mundial.” Em seguida, vêm as barreiras sanitárias, e o Brasil tem “caído como patinho” nessa armadilha, com seu sistema de vigilância frágil. Quando o Brasil se adaptar para derrubar isso, virá a salvaguarda ambiental.
Depois de três revoluções
Para comprovar que o país está capacitado para dominar o agronegócio mundial, o executivo citou as três grandes revoluções da agricultura brasileira nas últimas décadas. A primeira, na década de 70, instituiu o plantio direto, apesar da torcida contra das indústrias de máquinas e da academia. Nos anos 90, surgiu a segunda safra (exclusiva do Brasil) e a redução drástica do ciclo da soja de 150 dias para cerca de 90 dias. A terceira revolução, que estamos vivendo, é a adoção da ILPF, “uma pistola de três canos (soja, milho e boi, mais o eucalipto como reserva)” que resulta em um uso mais eficiente da terra, da mão de obra e do maquinário. A quarta, também já em curso, é a revolução digital, com a agricultura de precisão, inteligência artificial e big data.
Para o presidente da John Deere, os grandes desafios do agronegócio hoje são a conectividade, a harmonia geracional, que consiste em atrair de volta ao campo o jovem para ajudar na adoção da tecnologia e para suceder o pai, e a equiparação entre tecnologia e capacitação/ensino. “A tecnologia avançou como um coelho nos últimos anos, mas a capacitação andou a passos de tartaruga”, compara Paulo. Segundo ele, as grandes universidades têm muita culpa nisso porque fazem de suas grades curriculares “vacas sagradas”. Para exemplificar, ele diz que não há matérias de inteligência artificial nas universidades e faltam cursos rurais.
Outros entraves a serem vencidos são o da extensão rural e da alta rotatividade da mão de obra. “É preciso redesenhar o modelo e tornar a exensão rural menos assistencialista e mais eficiente.” Para a questão da dificuldade dos fazendeiros em reter funcionários, Paulo sugere mais investimento em capacitação, pagamento de melhores salários e uma real repartição de lucros.
O executivo deixou ainda uma alerta para os brasileiros do agronegócio: “Se a gente não produzir os alimentos necessários ao mundo, podem ter certeza de que os chineses virão comprar nossos terras e produzir eles mesmos.”
Fonte: Globo Rural

Rede social de agronegócio troca experiências e oportunidades

Trocar experiências e oportunidades entre especialistas e produtores rurais é a proposta da YouAgro, primeira rede social de agronegócio do país, setor que representa hoje 23,5% do PIB (Produto Interno Bruto), segundo estimativas feitas no final de 2017 pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.

“Nosso objetivo é que todos os usuários do meio rural possam ser especialistas, por meio da distribuição da informação”, explica Guilherme Ferraudo, 33, cofundador do sistema.

De acordo com o empreendedor, o app, disponibilizado desde dezembro do ano passado, é gratuito e vem recebendo 24 novas adesões por dia, totalizando hoje 2645 usuários. Neste período, foram feitos mais de 1000 posts e 1700 comentários em 90 grupos de discussão.

“Estamos no momento das pessoas entenderem o potencial da rede social, mas já houve caso de um produtor que pediu ajuda aos colegas e recebeu uma consultoria”, pontua o empreendedor, que é formado em estatística pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e atuou em uma multinacional de agricultura e biotecnologia.

Qualquer pessoa pode aderir ao YouAgro e começar um grupo. Mas o incentivo dos desenvolvedores é para que especialistas impulsionem as discussões. O que não falta é diversidade de assuntos. Desde agricultura digital, análise de big data e agrometeorologia, até grupos sobre amendoim, criação de abelhas, piscicultura, armazenagem de grãos, mirtilo, centrais de abastecimento, comercialização de safra, marketing, crédito rural, máquinas agrícolas e camarão da Malásia.

Arnaldo Jardim (à esquerda), Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Ferraudo, um dos fundadores do YouAgro
Créditos: Divulgação Arnaldo Jardim (à esq.), Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, e Guilherme Ferraudo, um dos fundadores do YouAgro

Há quase cinco meses no ar, o YouAgro está recebendo orientação do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) para crescer de forma sustentável e, em breve, gerar receita.

Até o momento, a rede social de agronegócio funciona apenas com recursos dos cinco sócios e com “smart money”, investimento de mentores e colegas dos empreendedores. “Após o programa do Sebrae, estaremos prontos para receber grandes aportes”,  afirma Ferraudo.

YouAgro está disponível para download na Apple Store (iOS) e na Google Play (Android).

Fonte: Catraca Livre

O mito da água gasta pelo agronegócio

É consenso que o suprimento de alimentos precisa ser aumentado nos próximos anos, se possível com redução de custos. É preciso atender os mais de 800 milhões de seres humanos com alimentação deficiente e o crescimento da população.
 
Também é verdade que o potencial de expansão da agricultura é limitado. Limitado pela falta de terras agricultáveis em algumas regiões do mundo, ou pelas restrições ambientais, como, por exemplo, no Brasil. Por falar em Brasil, é daqui que se espera o atendimento de, pelo menos, 20% do aumento da demanda. Enfim, se estima que 75% do crescimento na produção de alimentos precisarão vir de terras já em uso.  Mas, como fazer isso? Além do desenvolvimento de variedades de plantas mais eficientes, do bom uso de técnicas de manejo de solo e de culturas, de pragas e doenças, etc., a expansão da irrigação é fundamental. Mas, como assim? Há notícias de que o setor agrícola tem sido o grande vilão, tirando água das cidades! Vamos ainda piorar isso? Uma notícia no jornal dá conta de que o agronegócio consome 83% da já escassa água doce, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA).

Bom, mas o que é água consumida? Modernamente, se separa a água GASTA da água USADA. São coisas muito diferentes. Volta e meia, “especialistas” publicam, por exemplo, que se gasta 5 mil litros de água para produzir 1 kg de milho, ou 1.800 litros para cada kg de soja. Uma picanha de 1,2 kg, do nosso churrasco, gastaria 12 mil de água para ser produzida. Haja água!

Todas as plantas, inclusive as florestas e a grama do jardim, precisam de água para sobreviver. Elas transpiram, e respiram. Para respirarem precisam de orifícios para a entrada de ar, chamados estômatos. Ocorre que, para os estômatos ficarem abertos, é necessária água, que e é evaporada – a transpiração das plantas. Esta é água USADA. Por quê? Porque ela chega com a chuva, ou vem através da irrigação e se infiltra no solo. A parte que não é usada pela planta volta para as nascentes, filtradas pelo solo. A parte absorvida pelas plantas é, na maior parte, transpirada. Para onde? Para a atmosfera, vira nuvem, vira chuva, novamente. Não foi gasta, foi usada.

A água que usamos nas cidades, a mesma que vem dos rios ou dos poços, serve para o banho, na cozinha, nas indústrias, acaba sendo sujada, ou contaminada, com detergentes, com coliformes fecais, etc. Depois retorna aos rios, tratada ou não. Não retorna para as minas, não é reutilizada. É gasta.

Então, meus amigos, para colocar de um modo simplista, o agronegócio USA água, a cidade GASTA água. É ignorância ou má fé chamar o uso da água pelas plantas de água gasta.

Bom, e como fica aquele negócio da Agência Nacional de Águas? Os números são fabricados? Não. Ocorre que quando o agricultor irriga e usa a água, a quantidade é medida da mesma forma que a água que é gasta nas cidades. A Agência não leva em conta que aquela água volta, limpa na maioria das vezes, para a natureza. A medida feita pela ANA serve para fins de cobrança, apenas isto, não deve ser utilizada para outros fins como para a construção de divulgação de mitos.

Por Ciro Antonio Rosolem, Vice-Presidente de Estudos do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e Professor Titular da Faculdade de Ciências Agrícolas da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FCA/Unesp Botucatu).
Fonte: CCSA – Conselho Científico Agro Sustentável publicado no Portal Macaúba

Futuro do agronegócio inclui a liderança do Brasil na soja

Ao falar sobre o futuro do agronegócio no 29º Fórum Nacional da Soja, na Expodireto, o engenheiro agrônomo e pesquisador Marco Fava Neves deu uma injeção de entusiasmo nos produtores que estiveram na feira de Não-Me-Toque. Mas também cobrou algumas novas atitudes. Depois de falar das boas perspectivas mundiais com a expansão da demanda alimentar, destacou que até mesmo especialistas norte-americanos já dão conta de que, em menos de 10 anos, o Brasil será o maior produtor de soja do mundo. E, por isso, Neves falou dos desafios para “ganhar os bilhões de dólares” que estão no horizonte do agronegócio brasileiro.

Em uma palestra animada, inspiradora e visionária, o professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP) não se furtou em dar sua opinião sobre um tema prático e de máximo interesse para o agricultor: para onde vai o preço da soja e o que fazer neste momento. “Com o preço que está hoje – entre R$ 69,00 e R$ 70,00 a saca -, venderia a parte suficiente para pagar o que peguei emprestado para financiar a lavoura. Mas não sem antes falar com minha esposa”, brincou Neves, que é doutor em Administração.

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Fonte: Jornal do Comércio

Site americano destrói 9 mitos sobre o agronegócio

Produtores são campeões na emissão de gases? Orgânicos são melhores? Não há mulheres no campo? Agricultores não têm estudo? 

Com base em levantamentos científicos e apuração jornalística, os profissionais do site americano farms.com respondem a nove mitos e teorias da conspiração sobre o agronegócio. As respostas foram colhidas nos EUA, mas se aplicam a todos os cantos do mundo em que a atividade é praticada.

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Fonte: Canal Rural

Caixa oferece mais de R$ 10 bi em crédito rural

A partir de 5 de julho, produtores podem começar a procurar agências da Caixa para fazer propostas sobre financiamento

A Caixa Econômica Federal vai oferecer mais de R$ 10 bilhões em crédito rural para o ano safra 2017/2018, que começa em 1° de julho. Esses recursos poderão ser acessados nas linhas com recursos obrigatórios (subsidiados), livres e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A maior parte será para custeio da produção agrícola.

Os agricultores interessados podem apresentar propostas nas agências da Caixa a partir da próxima quarta-feira (5), quando o banco estará autorizado a contratar as operações com as condições do Plano Safra 2017/2018.

No início de junho, o governo federal anunciou R$ 190,25 bilhões em recursos para financiamento agropecuário. Para essa edição do plano safra, houve alteração no limite de contratação. A partir de agora, o produtor pode contratar até R$ 3 milhões em qualquer momento do ano.

Juros do crédito rural

As taxas de juros do custeio agrícola e pecuário foram reduzidas em um ponto percentual, para 8,5% ao ano. Para agricultores com faturamento bruto anual máximo de R$ 1,76 milhão, que se enquadram no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), os juros são de 7,5% ao ano.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Agência Brasil

Embrapa discute imagem do agronegócio durante evento em SP

O presidente da Embrapa, Mauricio Antonio Lopes, participou na última terça-feira (27) do Ethanol Summit, um dos principais eventos mundiais voltados para as energias renováveis, particularmente o etanol e os produtos derivados da cana-de-açúcar. Ele foi um dos palestrantes do painel dedicado ao tema Avanços Tecnológicos e a Imagem Global do Agronegócio Brasileiro, ao lado de Daniel Bachner, diretor global para Cana-de-Açúcar da Syngenta; Marc Reichardt, diretor global de Operações Comerciais Agrícolas da Bayer; e Mario Von Zuben, diretor-executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef). O debate foi moderado por Geraldine Kutas, assessora de Assuntos Internacionais da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

“Minha abordagem levou em consideração três aspectos, que, na minha visão, marcam as percepções sobre o agronegócio brasileiro em âmbito internacional”, explicou Lopes. “A primeira é a de que o agro brasileiro é predatório e insustentável, agressiva e erradamente disseminada por ONGs, alguns governos e outros atores ao longo dos anos. A segunda percepção é que o Brasil desenvolveu uma agricultura moderna, baseada em ciência. À despeito da primeira percepção negativa, há uma visão externa já bastante consolidada, de que o Brasil alcançou sua segurança alimentar e se projetou como grande exportador de alimentos em função do forte investimento em pesquisa e inovação”. Segundo o presidente, isso proporcionou a rápida incorporação de tecnologias que viabilizaram a emergência de uma agricultura tropical eficiente que estimulou o empreendedorismo e fortaleceu o protagonismo do agro nacional no âmbito internacional.

Depois Mauricio Lopes explorou a percepção do potencial de expansão da produção e da capacidade competitiva do agronegócio brasileiro. “Esta percepção alimenta ações de protecionismo, propaganda para desgaste de imagem e outras tantas formas de combate ao protagonismo brasileiro nos mercados internacionais, em sintonia com a primeira percepção. O potencial de expansão do agro brasileiro assusta os nossos competidores e coloca o Brasil quase sempre na defensiva nos ambientes internacionais onde se trava discussões relacionadas a alimentação e agricultura, como clima, biodiversidade, comércio etc”.

Ao final, analisou alguns desafios a serem enfrentados pelo Brasil, para que os passivos que alimentam as percepções negativas sobre a nossa agricultura possam ser superados, fazendo bom uso das suas vantagens competitivas e comparativas para fortalecimento da presença e do protagonismo do seu agronegócio em âmbito internacional.

Aquecimento global

Lançado pela Unica em 2007 e realizado a cada dois anos, o Ethanol Summit reuniu empresários, autoridades de diversos níveis governamentais, pesquisadores, investidores, fornecedores e acadêmicos do Brasil e do exterior. Os participantes acompanharam dezenas de palestras, apresentações, discussões e debates que ocorreram em grandes plenárias, painéis temáticos e cerimônias de abertura e encerramento, além de eventos paralelos.

Entre os principais conteúdos explorados no encontro, destaque para o papel do etanol e demais derivados da cana na luta contra o aquecimento global, os 30 anos de geração da bioeletricidade sucroenergética, a situação atual e perspectivas de crescimento da indústria canavieira, infraestrutura, inovações tecnológicas e o peso estratégico de políticas públicas e iniciativas como o RenovaBio para o futuro de uma matriz energética nacional mais limpa e renovável.

A presidente da Unica, Elizabeth Farina comemorou a consolidação do Ethanol Summit como um dos mais importantes fóruns sobre biocombustíveis e energias de baixo carbono nos últimos 10 anos. “Ao longo de uma década, o Summit conquistou notoriedade graças ao seu conteúdo rico e formato dinâmico. A presença de renomados especialistas, ligados direta ou indiretamente à cadeia produtiva da cana, fez com que as discussões fossem mais abrangentes e de alto nível neste ano”, afirmou.

Fonte: Grupo Cultivar

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