Brasil e Vietnã firmam parceria na área do agronegócio

Missão liderada pelo vice primeiro ministro vietnamita foi recebida pelo ministro Blairo Maggi

Os ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, e o da Agricultura e Desenvolvimento Rural do Vietnã, Ha Kong Tuan, assinaram nesta segunda-feira (1º) memorando de entendimento com o objetivo de incentivar maior cooperação entre os dois países nas áreas relacionadas à agricultura.

Melhorar e facilitar a cooperação técnica entre cientistas e instituições de pesquisa e desenvolvimento agrícola é uma das atividades previstas no acordo, compreendendo intercâmbio de delegações de especialistas, cientistas e estagiários. Está previsto também a troca de sementes e raças animais, de informações técnicas e documentos, além de organização conjunta de seminários técnicos, workshops, conferências, exposições setoriais, formulação e implementação de projetos de pesquisa.

O documento foi assinado no Ministério de Relações exteriores, nesta segunda-feira, com a presença do ministro Blairo Maggi durante reunião com a comitiva vietnamita liderada pelo vice primeiro ministro, Vuong Dinh Hue, integrada por sete vice-ministros, além do vice presidente do banco estatal, Nguyen Thi Hong, e da Câmara de Comércio e Indústria do país, Doan Duy Khuong. No início da tarde, Maggi recebeu a missão técnica em seu gabinete no Mapa.

“O comércio tem que ser ampliado entre as partes e anda quando a parte política decide que deve andar. Daqui para frente os técnicos do Ministério da Agricultura juntamente com os técnicos deles buscarão harmonizar mais a legislação dos nossos certificados fitossanitários e fazer com os negócios aconteçam pelas mãos dos empresários, como deve ser feito”, disse o ministro após o encontro.

Maggi lembrou que o Brasil importou no ano passado um pouco de café no sistema drawback do Vietnã. “Esse mercado está aberto, é uma consequência do mercado mundial. O Brasil não precisa importar a cada instante. Mas, em determinados momentos, fazer um blend nas empresas importadoras ajuda a indústria a ser competitiva lá fora. Os países não devem ser hermeticamente fechados porque senão ele fica do tamanho do seu mercado interno”.

O Vietnã, observou Maggi, tem cem milhões de habitantes e território equivalente a 30% do Mato Grosso. “Quer dizer, então que se trata de um mercado bem interessante e que pode resultar em ganhos para ambos os lados”

Um grupo de trabalho conjunto composto por representantes do Brasil e do Vietnã será responsável por discutir e desenvolver programas sobre os assuntos de que trata o memorando.

Desde 1986, quando o Vietnã iniciou a abertura da economia, o país vem crescendo a taxas de mais de 7% ao ano. O país deixou de ser um dos países mais pobres do mundo, importador de arroz, e se transformou em modelo de crescimento e um dos maiores produtores e exportadores de arroz, maior produtor de café robusta, e grande exportador de borracha, castanhas, pimenta e pescados. Está em franco processo de industrialização, urbanização e modernização.

Além de membro da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), encontra-se entre os países emergentes mais atraentes para a realização de negócios e de investimentos. Tendo em vista a importância do Sudeste Asiático como polo produtivo e financeiro da economia global, o Brasil tem interesse na região, onde há oportunidades em função de reciprocidades entre as economias.

O MAPA em parceria com o Ministério das Relações Exteriores organizou a participação brasileira na 40ª edição da feira Food and Hotel Asia 2018, o maior e principal evento do continente asiático destinado a promoção e comercialização de alimentos e bebidas. A feira ocorreu em Singapura entre os dias 24 a 27 de abril, no Singapore Expo e contou com a participação de 3.526 expositores de 72 países e visitantes de 100 países. O Pavilhão Brasil ocupou 90m² e abrigou 17 empresas expositoras de diversos segmentos do agronegócio.

Fonte: MAPA

Mais de 170 países assinam acordo para reduzir em 50% até 2050 emissões de CO2 do transporte marítimo

É a primeira vez que a indústria do transporte marítimo fixa objetivos contra mudanças climáticas. Arábia Saudita e Estados Unidos se opuseram ao texto.

Organização Marítima Internacional (OMI) anunciou na última sexta-feira (13) em Londres a assinatura de um acordo destinado a reduzir “em ao menos 50%” as emissões de CO2 do transporte marítimo até 2050 em relação aos níveis de 2008. A OMI tem 173 Estados-membros.

É a primeira vez que a indústria do transporte marítimo fixa objetivos com números em termos de luta contra as mudanças climáticas. O setor não estava diretamente afetado pelo Acordo de Paris, assinado em dezembro de 2015 durante a COP21.

O objetivo é que na década de 2030, os navios recém-construídos operem com combustíveis renováveis e até lá os navios, responsáveis por mais de 80% do comércio global, fiquem livres de combustíveis fósseis.

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Fonte: G1

Procura-se líder climático

Nos próximos dias, os Estados Unidos de Donald Trump poderão se tornar o primeiro país do mundo a abandonar o acordo do clima de Paris, ratificado por 142 nações. A decisão será tomada por um grupo de assessores mais próximos do presidente, que estão no momento divididos, de um jeito que reflete bem a insanidade dos dias atuais: o ministro do Meio Ambiente é a favor de abandonar o tratado, enquanto o secretário de Estado, ex-CEO da maior petroleira do mundo, defende a permanência dos EUA na mesa.

Qualquer que seja o veredicto, será provavelmente um gesto apenas simbólico. Afinal, semanas atrás, Trump tomou a decisão política que importava mais sobre o assunto, ao assinar um decreto que autoriza a Agência de Proteção Ambiental a desmontar o Plano de Energia Limpa de Barack Obama. O plano é a principal regulação federal destinada a cortar emissões de carbono do setor de geração de energia.

O ato significa que o segundo maior emissor de gases de efeito estufa do mundo está abandonando a ação contra as mudanças climáticas num momento em que os fatos e a ciência nos gritam que ela deveria estar sendo criticamente acelerada. Os impactos da decisão para os objetivos do Acordo de Paris deverão ser gravíssimos. Mas igualmente ruim fica a situação da economia americana: Trump entregou de bandeja sua competitividade à China.

A premissa por trás do desmonte do Plano de Energia Limpa é uma suposta “guerra ao carvão” que teria sido movida por Obama. Mentira pura – ou, para usar uma expressão do léxico trumpista, “fato alternativo”: o que condenou o carvão à morte nos EUA não foi a regulação ambiental, mas sim a competição com tecnologias energéticas melhores e mais eficientes. O carvão declinou porque os americanos descobriram no gás natural extraído por fraturamento hidráulico uma fonte mais barata, abundante, eficiente e menos poluente. E foi só quando a realidade dessa competição já estava precificada na economia americana que o ex-presidente pôde adotar suas regulações mais ousadas da poluição das termelétricas e ampliar os incentivos às energias renováveis, que são o futuro da energia global.

Com o decreto, Trump dá uma banana para a inovação tecnológica, que sempre foi a pedra de toque da economia de seu país, na tentativa de prover uma sobrevida a duas fontes energéticas condenadas – o carvão e o petróleo. Esses dois setores hoje geram menos empregos do que as energias renováveis, mas isso não importa para Trump, mais interessado em proteger os investimentos de seus aliados na indústria fóssil.

O plano tende a fracassar, já que enfrentará forte oposição da sociedade civil, de Estados, de estados, cidades e de diversas indústrias poderosas, que apostam num futuro descarbonizado. A cruzada obscurantista de Trump contra a ciência da mudança climática foi alvo de uma marcha de cientistas no dia 22 de abril, que ocorreu em 600 cidades em todos os continentes, inclusive no Brasil. E, no dia 29, 200 mil pessoas marcharam pelo clima em Washington e outros milhares em mais de 370 cidades mundo afora.

É previsível, ainda, que haja uma chuva de ações judiciais exigindo a manutenção do plano energético de Obama. Que ninguém tenha dúvida: a matriz energética americana já está embicada para a descarbonização, e a maior prova disso foi que as emissões do país no ano passado caíram 1,6% – as menores desde 1990 – mesmo com um crescimento econômico de 3%. Isso quer dizer que o PIB americano está enfim desacoplado dos combustíveis fósseis.

No entanto, o decreto autorizando o fim do Plano de Energia Limpa terá repercussão imediata em dois aspectos. O primeiro é que, mesmo sem sair formalmente do Acordo de Paris, Trump terá provavelmente minado a chance de a humanidade alcançar sua meta mais ambiciosa, a de estabilizar o aquecimento global em 1,5oC.

Para que isso tivesse uma chance razoável de ocorrer, o mundo precisaria cortar profundamente emissões até 2020. Como os EUA respondem por 17% das emissões do mundo, precisariam liderar esse esforço. Mas nem mesmo o Plano de Energia Limpa, se fosse 100% implementado, daria conta da tarefa: ele contempla menos de 20% da NDC, a tarefa que os EUA impuseram a si mesmos como contribuição ao Acordo de Paris de cortar de 26% a 28% das emissões até 2025 em relação a 2005. Ou seja, os EUA precisariam estar criando novas políticas de corte de emissões para que a meta do 1,5oC tivesse mais chance. E estão fazendo o oposto. O sinal é o pior possível, já que outros países, como a Rússia, podem sentir-se tentados a agir de forma análoga.

O segundo efeito é deixar um vácuo de liderança na área de clima e energia, a ser preenchido por quem se apresentar. O primeiro candidato natural é a China, que tem nas energias renováveis prioridade de sua política industrial e já se apresentou neste ano, no Fórum de Davos, como substituta dos EUA nessa agenda. Investimentos que iriam para os Estados Unidos (“America First”?) agora farão a curva e tomarão rumo ao leste.

Mas há outros países que perderam relevância internacional recentemente e que deveriam estar interessados nisso. Veja, por exemplo, o Brasil: o país teve um grande sucesso recente de combate às emissões, com a queda do desmatamento na Amazônia; possui vasta experiência em biocombustíveis; e uma matriz energética ainda relativamente limpa. Caso resolvesse encarar o desafio, como fez a China, o Brasil poderia investir num programa maciço de descarbonização, de produção de commodities agrícolas com baixa emissão e de criação de uma indústria de base florestal.

Infelizmente, porém, nossos líderes parecem quase tão apegados ao passado quanto Donald Trump: destinamos 70% dos nossos investimentos em energia aos combustíveis fósseis, como o petróleo do pré-sal. Sintomático, aliás, nossa direita e nossa esquerda estejam engalfinhadas atualmente num debate sobre qual é o melhor método de jogar o carbono do pré-sal na atmosfera: se o “neoliberal” ou o “estatista”. E nosso Congresso, amplamente representado no Executivo, está mais ocupado em dizimar terras indígenas, unidades de conservação e regulações ao agronegócio do que em olhar para a frente. Na pátria das oportunidades perdidas, estamos deixando passar mais uma. A China agradece

Carlos Rittl é secretário-executivo do Observatório do Clima e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza

Fonte: Brasil Agro

França quer que acordo do clima entre em vigor até novembro

A ministra do Meio Ambiente da França, Ségolène Royal, disse na quarta-feira que quer ver o acordo climático de Paris entrar em vigor até novembro, antes da abertura de uma nova rodada de negociações sobre o clima no Marrocos.

Royal pediu que se “acelere a ratificação” do acordo, após uma reunião em Nova York com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, para discutir o acordo internacional que busca reduzir as emissões de gases do efeito estufa.

“Eu gostaria que o acordo estivesse em vigor a tempo para a conferência de Marrakech”, que começará em 7 de novembro, disse Royal.

Até o momento, apenas 19 países, incluindo a França e Estados insulares ameaçados pelo aumento do nível do mar, ratificaram o acordo, que só poderá entrar em vigor após ser aprovado em âmbito nacional por 55 países responsáveis ​​por 55% das emissões globais de gases do efeito estufa.

A ONU vai realizar um encontro internacional em 21 de setembro para pressionar os países a apresentarem suas ratificações do acordo de Paris.

Royal disse que os países serão convidados a fornecerem “provas” da sua intenção de adotar integralmente o acordo.

“Nós já não deveríamos ficar satisfeitos com declarações de intenções”, disse a ministra francesa.

Em uma cerimônia de assinatura das Nações Unidas realizada em abril, 177 países assinaram o acordo, incluindo os Estados Unidos e a China, os dois maiores poluidores do mundo.

Washington e Pequim se comprometeram a ratificar o acordo sobre o clima ainda neste ano.

No acordo de Paris, os países se comprometem a limitar o aquecimento global bem abaixo de dois graus Celsius, ou até de 1,5º C, se possível, em comparação com os níveis pré-industriais.

Fonte:  Isto É

Acordo pode entrar em vigor já em 2017

Reunião de negociação do Acordo de Paris termina na Alemanha com perspectiva de antecipação
em três anos do novo pacto climático global; florestas ressurgem como tema importante

O Acordo de Paris pode entrar em vigor em 2017, três anos antes do prazo oficial. A informação foi dada na quinta-feira (26/05) em Bonn pela chefe do clima das Nações Unidas, Christiana Figueres, durante o encerramento da primeira rodada de negociação climática após a conferência de Paris.

Segundo Figueres, “o renovado compromisso político simbolizado pelas 177 assinaturas e pelas 17 ratificações significa que [o acordo do clima] pode entrar em vigor já no ano que vem”.

O impacto de uma entrada em vigor antecipada foi um dos principais debates nos corredores do encontro de Bonn, que teve como finalidade discutir outra agenda – a elaboração da regulamentação do novo tratado climático, que deve ser adotada na COP22, a conferência do clima de Marrakesh, em novembro.

A manutenção neste ano do impulso político que levou ao sucesso da conferência de Paris, no ano passado, deu o tom da negociação. Com a maioria dos grandes emissores do mundo (inclusive o Brasil) prometendo para este ano a ratificação do tratado, a marca dos 55 países, que juntos representem 55% das emissões mundiais – condição para sua entrada em vigor – deve ser atingida logo.

Isso torna o trabalho de regulamentação mais urgente: os países precisam acordar em Marrakesh todo o manual de operação do novo regime de clima, já que o que se esperava para 2020 deve começar a operar em 2017.

dez temas centrais na agenda (adaptação, mitigação, financiamento, capacitação, transparência de ações e de apoio, transferência de tecnologia, a revisão global da ambição, o cumprimento, as abordagens cooperativas – nas quais se insere o tema de florestas – e a ambição pré-2020). Em alguns deles, como a eterna questão do financiamento e o mecanismo de transparência, há muito espaço para divergência entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. “Há muito trabalho pela frente”, disse o embaixador marroquino Aziz Mekhouar, anfitrião da COP22.

Mas os negociadores saem de Bonn com um otimismo incomum para uma reunião desse tipo. “Há uma vontade generalizada de ter o acordo entrando em força antecipadamente”, disse a enviada especial da França para mudanças climáticas, Laurence Tubiana.

Nem mesmo o fantasma da eleição americana, com a possibilidade (remota, mas real) do negacionista do clima Donald Trump ganhar a Casa Branca em outubro, parece ter abalado os negociadores. Trump tem dito que, caso ganhasse a eleição, iria “no mínimo renegociar” o acordo do clima. “As partes estão calmas por causa da filosofia do acordo, que é baseado em decisões nacionais”, disse Tubiana. “É claro que todo mundo quer os EUA dentro, mas isso não vai desviar a orientação que os países já adotaram. Ninguém está falando para esperarmos para ver o que vai acontecer [na eleição americana]. Para mim isso foi uma das grandes surpresas deste semestre.”

Segundo a embaixadora francesa, houve progresso em Bonn num tema caríssimo ao Brasil: a questão da recomposição e regeneração de florestas. Tubiana não entrou em detalhes, mas afirmou que há espaço para “uma boa decisão” sobre o tema em Marrakesh. “Sabemos que não teremos capacidade de absorver CO2 da atmosfera se não melhorarmos o estado das florestas”, disse.

Também avançou no encontro na antiga capital alemã a participação da ciência no chamado Diálogo Facilitador Global, em 2018, quando será feita a primeira avaliação agregada dos compromissos com vistas a aumentar a ambição das metas nacionais, as chamadas INDCs. O IPCC, o painel do clima da ONU, marcou para setembro do ano que vem a entrega de seu aguardado relatório sobre o impacto de um aquecimento de 1,5oC – a meta “aspiracional” do Acordo de Paris.

“Marrakesh precisa assegurar que o caminho seja traçado para que o diálogo facilitador de 2018 possa aumentar a ambição de forma a limitar o aquecimento global a 1,5oC”, disse Tina Johnson, diretora de Políticas Públicas da Climate Action Network nos EUA.

Fonte: Observatório do Clima 

COP-21 termina em Paris com acordo promissor

Delegações dos 195 países presentes à Conferência do Clima das Nações Unidas – a COP 21 –, que terminou neste sábado (12/12) em Paris aprovaram o texto final de compromissos com o combate ao aquecimento global.

Depois de duas semanas de intensas negociações, que por vezes vararam a madrugada, o documento final indica o comprometimento por manter a temperatura do planeta bem abaixo de 2ºC, com esforços para que ele não passe de 1,5ºC até 2050.

O acordo contempla ainda a criação de um fundo climático no valor de US$100 bilhões anuais a partir de 2020 e estabelece sua revisão para cada 5 anos.

O presidente da França, François Hollande, presente na apresentação do documento, exortou a todos os países a darem “um passo muito importante para a humanidade”.

O acordo deve tomar uma forma legal a partir de 22 de abril de 2016, quando estará aberto para assinatura na sede da ONU em Nova York. Ele precisa ser submetido, a “ratificação, aceitação ou aprovação” dentro de cada país.

A sessão terminou com a simbólica batida de um martelo em formato de folha – logo dessa COP-21 – realizada pelo presidente da cúpula Laurent Fabius.presidente-da-cop-21-laurent-fabius-bate-o-martelo-que-firma-a-aprovacao-do-acordo-do-clima-de-paris-1449945310278_615x300

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