Aquecimento global pode superar 1,5 grau Celsius por volta de 2040, alerta relatório

Aumento da temperatura contraria compromisso assinado por quase 200 países

OSLO — O aquecimento global está prestes a superar o que seria a meta mais rigorosa estabelecida pelo Acordo de Paris nas próximas décadas, ameaçando o crescimento econômico no planeta. O alerta vem de um relatório preliminar traçado pela ONU sobre os riscos da mudança climática. Se as emissões continuarem no ritmo atual, o aquecimento induzido pelo homem ultrapassará a marca de 1,5 grau Celsius por volta de 2040.

Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), os governos ainda podem limitar as temperaturas abaixo do índice avaliado, desde que haja transições “rápidas e de longo alcance” na economia mundial.

Datado de 4 de junho, o esboço do relatório, solicitado por governos e obtido pela Reuters, deve ser publicado em outubro na Coreia do Sul.

O Acordo de Paris, adotado por quase 200 nações em 2015, estabeleceu uma meta de limitar o aquecimento a uma marca “bem abaixo” de 2° C acima em relação à era pré-industrial. Também foi estabelecido um compromisso, considerado difícil, de “buscar esforços” para limitar o aumento da temperatura global a 1,5° C. O documento perdeu força após a retirada do presidente americano Donald Trump, que preferiu promover o uso de combustíveis fósseis.

De acordo com o texto, a temperatura do planeta já subiu cerca de 1° C em relação à era pré-industrial e tem aumentado a uma taxa de cerca de 0,2° C por década:

“As projeções indicam que o crescimento econômico deve ser menor com um aquecimento de 2° C do que com 1,5° C para muitos países desenvolvidos e em desenvolvimento”, sublinhou o relatório, que mencionou impactos como inundações e secas, que podem prejudicar cultivos agrícolas, e as mortes que podem ser desencadeadas por ondas de calor.

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Fonte: O Globo

Mudança nos transportes está entre ações para o Brasil cumprir Acordo de Paris

Ampliação de pagamento de serviços ambientais, expansão de plantio de florestas comerciais, premiação fiscal de municípios que reduzam o desmatamento ou ampliem a sua cobertura vegetal, eletrificação de transporte de passageiros e de carga e expansão dos modais de carga ferroviário e hidroviário.

Essas são algumas das ações contidas na proposta inicial para implementação das metas assumidas pelo Brasil no Acordo de Paris, que visa reduzir o aquecimento global. O documento foi apresentado nesta quarta-feira (13) pelo coordenador-executivo do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima (FBMC), Alfredo Sirkis, em audiência pública interativa na Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC).

Sirkis elogiou o trabalho feito para chegar ao consenso entre os especialistas que participaram da elaboração do documento, a ser debatido com a Presidência da República. O texto, que também será encaminhado aos candidatos a presidente nas eleições de outubro, deixou de fora questões controversas e de posições divergentes, como as que tratam do mercado de carbono, hidrelétricas, biocombustíveis e eletrificação.

— Temos que nos perguntar se o Brasil realmente vai servir de reserva de mercado a sucatas automotivas que vão ser produzidas em outros países. O primado absoluto do transporte movido a combustível fóssil é um problema material e de segurança climática. No bioquerosene de aviação, o Brasil tem potencial que praticamente nenhum outro país tem. Podemos, a partir da macaúba, produzir querosene de aviação e sermos de ponta e competitivos internacionalmente e reduzir emissões — afirmou.

Dúvidas

O Brasil se comprometeu a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37%, até 2025, em relação aos níveis de 2005 — número que pode chegar a 43% em 2030. Para isso, o país estima o aumento da participação de bioenergia sustentável na matriz energética para aproximadamente 18% e das energias renováveis como um todo para 45%, até 2030. Também pretende restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas nesse período.

Representante do Observatório do Clima, que reúne diversas entidades de proteção ao meio ambiente, Claudio Angelo pôs em dúvida a implementação desses objetivos, tendo em vista que, segundo ele, há no Congresso Nacional um desmonte dos mecanismos que permitiriam o país cumprir qualquer meta climática.

— Fica difícil acreditar, quando a votação do Cadastro Ambiental Rural cumpre o seu quarto adiamento consecutivo, porque alguns deputados decidiram que não é hora de implementá-lo. Fica difícil acreditar, com [a concessão de] subsídios à indústria do petróleo. Há projetos que fazem letra morta do licenciamento ambiental, que favorecem empreendimentos poluidores e que liberam a agricultura em terras indígenas — afirmou.

Já o representante do Ministério das Relações Exteriores, embaixador José Antônio Marcondes de Carvalho, disse que o Brasil avançou na discussão das metas ambientais ambiciosas para redução de emissões poluentes. E destacou a realização da COP 24 (conferência da ONU sobre mudanças climáticas), marcada para dezembro, na Polônia, e destinada a debater os avanços na regulamentação do Acordo de Paris.

— O Acordo de Paris não se refere apenas a questões de redução de emissões, mas também a situações de adaptação e apoio dos países desenvolvidos aos países em desenvolvimento para execução das metas.

Assessora técnica do Ministério do Meio Ambiente, Alexandra Maciel disse que as metas globais de redução do aquecimento serão revistas a cada cinco anos pelos países signatários do Acordo de Paris. Ela observou ainda que o Brasil tem tido posição de destaque nas políticas de mudança de clima, mas que o nível de comprometimento do país não pode ser comparado às metas de redução de poluentes dos países desenvolvidos.

Leis

Relator da CMMC, o senador Jorge Viana (PT-AC) disse que o Acordo de Paris é o maior já feito nessa área e que projeto de lei de sua autoria pretende transformar em lei as metas assumidas pelo Brasil. Ele enfatizou que a questão precisa unir o mundo inteiro, na busca de limitar o aumento da temperatura provocado pela atividade humana no planeta, prejudicado pelo modelo de produção e consumo.

O presidente da comissão, deputado Sérgio Souza (MDB-PR), destacou a importância do uso de biomassa (biodiesel, etanol e biogás ) para redução do aquecimento global. E avaliou que o Programa Renovabio, do governo federal, vai ser importante para o Brasil atingir as metas firmadas no acordo, em 2015.

Fonte: Agência Senado

Comissão sobre Mudanças Climáticas debate obrigações do Brasil no Acordo de Paris

A implementação das obrigações brasileiras no Acordo de Paris, firmado em 2015, será tema de audiência pública da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas nesta quarta-feira (13). O foco do debate será o papel do Congresso Nacional no cumprimento das ações estabelecidas. O tema é o primeiro do tópico do plano de trabalho apresentado pelo relator da comissão, senador Jorge Viana (PT-AC).

Os compromissos do Brasil estão previstos na Contribuição Nacionalmente Determinada (iNDC, na sigla em inglês), documento em que cada governo dos países assinantes registrou suas principais responsabilidades para o acordo climático.

Assinado na edição de 2015 da Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP), o novo Acordo do Clima foi estabelecido entre os países para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. O objetivo do tratado, mais conhecido como Acordo de Paris, é a diminuição do aquecimento global e a limitação do aumento da temperatura global em 2ºC, até o ano de 2100.

Em seu plano de trabalho, Jorge Viana indicou que o Brasil está entre os dez maiores emissores mundiais de gases de efeito estuda, ocupando a sétima posição, com aproximadamente 3,43% das emissões globais, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo o senador, o dado atesta a importância dos trabalhos da comissão para implementar a contribuição brasileira na reversão dos efeitos da mudança do clima, sobretudo para “garantir a diminuição do desmatamento, viabilizar a agricultura de baixo carbono e trazer resiliência aos centros urbanos diante dos efeitos da alteração do clima”.

Obrigações

Entre as metas brasileiras estabelecidas pelo acordo está a redução em 37% até 2025 das emissões de gases de efeito estufa e, de forma escalonada, em 43% as emissões até o ano de 2030, tomando como referência as emissões do ano de 2005.

Para discutir o assunto na audiência, foi convidado o coordenador-executivo do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima (FBMC), Alfredo Sirkis. Representantes do Observatório do Clima e dos ministérios do Meio Ambiente e das Relações Exteriores também devem comparecer à audiência.

A reunião da comissão está marcada para às 14h30, na sala 9 da Ala Alexandre Costa, no Anexo 2 do Senado. A audiência será realizada em caráter interativo, com possibilidade de participação popular pelo Portal e-Cidadania e pelo Alô Senado (0800-612211).

COMO ACOMPANHAR E PARTICIPAR

Participe: 
http://bit.ly/audienciainterativa
Portal e-Cidadania:
www.senado.gov.br/ecidadania
Alô Senado (0800-612211) 

Fonte: Agência Senado

Ganho em saúde faz valer investimentos no Acordo de Paris

A redução na prevalência e na mortalidade por doenças associadas à poluição atmosférica compensa o investimento em medidas para amenizar e combater as mudanças climáticas, mostra estudo espanhol

Os custos para implementar o Acordo de Paris entre 2020 e 2050 não são baixos e têm suscitado discussões pouco produtivas entre países ricos e em desenvolvimento. Contudo, um estudo publicado na revista The Lancet Planetary Health demonstra que os valores investidos em medidas de mitigação e combate às mudanças climáticas são compensados pela economia global em saúde pública, devido à redução na prevalência e na mortalidade por doenças associadas à poluição atmosférica.

Em dezembro de 2015, o acordo costurado na capital francesa determinou que, até 2050, o aumento médio na temperatura fique até 2ºC acima dos níveis pré-industriais e, desejavelmente, atinja no máximo 1,5°C. Até agora, 195 países assinaram o documento, mas, faltando dois anos para que ele passe a valer, não está claro como as metas serão atingidas, e as discussões sobre financiamento avançaram pouco. De modo geral, estima-se que os custos de implementação do acordo variem de 0,5% a 1% do Produto Interno Bruto global (de US$ 22,1 trilhões a US$ 41,6 trilhões) no cenário dos 2ºC, e de 1% a 1,3% no do PIB no caso da meta mais ousada: de 1,5ºC.

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Fonte: Correio Braziliense

Clima extremo aumentará mesmo que se cumpra acordo de Paris, diz estudo

O risco de condições climáticas extremas, como ondas de calor, inundações e secas, aumentará significativamente inclusive se os compromissos do acordo climático de Paris de 2015 forem cumpridos, alertou um estudo divulgado nesta quarta-feira (14).

O estudo publicado na revista Science Advances analisa a probabilidade de episódios de calor, períodos secos e excesso de chuvas nos próximos anos, fenômenos agravados pelo aquecimento global e pelo aumento do nível do mar.

As consequências nefastas das mudanças climáticas já estão se tornando evidentes. O ano de 2017 registrou um novo recorde, como o ano mais caro da história em termos de furacões, incêndios, inundações, secas e outros eventos extremos, com um custo total de 306 bilhões de dólares.

“Estes custos crescentes são um dos muitos sinais de que não estamos preparados para o clima atual, e muito menos para outro grau de aquecimento global”, disse o autor principal do estudo, Noah Diffenbaugh, pesquisador do Instituto de Meio Ambiente de Stanford Woods.

Está previsto que os compromissos individuais de mais de 190 países sob o acordo de Paris limitarão o aquecimento do planeta a entre 2 e 3 graus Celsius.

Mas é “provável” que esse nível de aquecimento “leve a aumentos substanciais e generalizados na probabilidade de eventos extremos sem precedentes na história”, disse o estudo dirigido por pesquisadores das universidades de Stanford, Columbia e Dartmouth College.

Com os compromissos atuais, as ondas de calor são mais de cinco vezes mais prováveis em metade da Europa e um quarto da Ásia.

As fortes chuvas são três vezes mais prováveis em mais de um terço da América do Norte, Europa e Ásia oriental. O acordo de Paris aspira a mudanças mais profundas, que reduziriam o aquecimento a 1,5 °C. Esse cenário limitaria mas não eliminaria o risco de condições climáticas extremas, segundo o relatório.

Diffenbaugh esclareceu que cumprir os objetivos “aspiracionais” faria a diferença.

“Ao mesmo tempo, inclusive se esses objetivos forem alcançados, ainda viveremos em um clima que tem uma probabilidade substancialmente maior de eventos sem precedentes que o que temos agora”, disse.

Fonte: AFP

O vaivém dos Estados Unidos com o Acordo de Paris

Catástrofes ambientais teimam em não respeitar os limites políticos dos países e tendem a afetar indiscriminadamente a todos

Com o objetivo de reduzir emissões de gases de efeito estufa e, consequentemente, diminuir a temperatura média global até algo próximo dos níveis pré-industriais, 195 países assinaram o Acordo de Paris durante a COP-21, conferência sobre mudança climática promovida pelas Nações Unidas em 2015. Para entrar em vigor, o acordo necessita da ratificação de pelo menos 55 países que, juntos, são responsáveis por 55% das emissões de poluentes atmosféricos.

Os Estados Unidos, do então presidente Barack Obama, assinaram o acordo e ratificaram-no em 2016. Entretanto, em junho de 2017, já sob o governo de Donald Trump, os americanos anunciaram a saída do acordo. Ressalte-se que, pelo teor do tratado, a retirada efetiva de um país só ocorrerá em novembro de 2020. Então, embora tenham anunciado a sua saída, os EUA ainda não saíram.

A questão central é que, à época de Obama, os americanos se comprometeram a reduzir entre 26% e 28% suas emissões de gases de efeito estufa até 2025, tendo como referência dados de 2005. Trump considerou o acordo excessivo para os Estados Unidos, reclamando das condições mais favoráveis dadas à China. Ao ratificar o acordo em 2016, os chineses concordaram em ampliar seus estoques florestais, diminuir a intensidade de carbono emitida e aumentar o uso de recursos energéticos não fósseis, atingindo o pico de emissões de gás carbônico até 2030.

Juntos, China e Estados Unidos respondem por cerca de 40% de todas as emissões de gases poluentes na atmosfera.

Recentemente, ao lado da premiê norueguesa, Erna Solberg, o presidente Trump deixou aberta a possibilidade de reintegrar o Acordo de Paris. Sua expressão, literal, foi “honestamente, não tenho qualquer problema com esse acordo em geral, mas tenho um problema com o acordo que foi assinado”, abrindo possibilidades sobre a volta dos Estados Unidos ao tratado.

A questão é mais complexa que um simples “sim” ou “não”. Igualar os países nessa dicotomia de um binário cria um grave problema de trabalhar com perspectivas diferentes: uma é pensar país por país; outra é pensar em termos de planeta Terra ou na Hipótese de Gaia, de James Lovelock!

Na primeira posição, coerente com o discurso de “América em primeiro lugar”, o acordo é prejudicial a setores fortes dos Estados Unidos, como as indústrias de gás, carvão e petróleo – grandes apoiadores de Trump. Além disso, o atual presidente americano tem dito que a China é o principal e desonesto adversário econômico norte-americano e as vantagens concedidas aos chineses são injustas, em detrimento das empresas e dos contribuintes americanos. Natural, portanto, exigir condições mais favoráveis à indústria norte-americana.

Na segunda posição, a questão muda ao pensar na Hipótese de Gaia, pois catástrofes ambientais teimam em não respeitar os limites políticos dos países e tendem a afetar indiscriminadamente a todos. É exatamente tendo por base esse preceito que, desde 1992, periodicamente, países têm construído arcabouços jurídicos voltados ao controle das emissões de poluentes. Dentre esses tratados estão o acordo adotado na Cúpula da Terra, no Rio de Janeiro (1992); o Protocolo de Kyoto, no Japão (1997); o plano de ação de Montreal, no Canadá (2005); o fundo verde para o clima criado em Durban, na África do Sul (2011); e o Acordo de Paris, na França (2015).

A disputa entre essas duas posições norteia o direito internacional ambiental. Em termos de direito, o respeito aos Estados soberanos é a base. Em termos de meio ambiente, a ideia de uma res communi iuris(coisa comum a todos) ganha uma perspectiva maior, na medida em que o planeta Terra se torne cada vez mais inóspito para a vida humana.

Artigo:Luís Alexandre Carta Winter, doutor pela USP, é professor de Direito Internacional na PUCPR. Colaborou com os dados Juliana Ferreira Montenegro, doutoranda pela PUCPR.

Trump diz que pode assinar Acordo de Paris “se houver mudanças”

O presidente americano Donald Trump estaria disposto a voltar a ratificar o Acordo de Paris, assinado em 2015 durante a Conferência para o Clima na capital, mas apenas se o texto incluir várias mudanças. A declaração foi dada em uma entrevista que foi ao ar no último domingo (28) no canal de TV britânico ITV.

Na entrevista, Trump diz que o acordo, assinado em 2015 durante a Conferência para o Clima de Paris, seria um desastre para os Estados Unidos, mas disse que poderia voltar atrás em sua decisão se o texto fosse modificado. Esta não é a primeira vez que o presidente americano dá sinais de que poderia rever seu ponto de vista, embora não avance concretamente nessa direção.

Em junho de 2017, o presidente americano anunciou que os Estados Unidos se retirariam do acordo de Paris, assinado pelo ex-presidente Barack Obama. Na época, Trump alegou que o compromisso para lutar contra o aquecimento global era “péssimo” para a economia americana. A decisão foi criticada internacionalmente.

O presidente americano, entretanto, diz que pode assinar um “bom acordo”, sem dar maiores detalhes sobre a questão. Segundo ele, “o documento atual é injusto para os Estados Unidos, seria preciso um acordo totalmente diferente. Sempre há uma chance de voltar atrás”, ressaltou.

Trump diz que “adoraria assinar o acordo”

O tratado histórico foi assinado em Paris por 197 países, em 2015, depois de intensas negociações, com compromissos reais de redução das emissões de gases que provocam o efeito estufa e o aquecimento global.

Em trechos divulgados pelo canal britânico, Trump diz que “adoraria assinar o acordo” se ele fosse diferente. Ele já havia sinalizado em janeiro, de maneira evasiva, que poderia mudar de opinião.

Fonte: RFi

País cumprirá meta de redução de gases de efeito estufa até 2025, diz secretário

O compromisso do Brasil de reduzir em 37% suas emissões de gases de efeito estufa até 2025 será atingido, disse na quarta-feira (24) o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), Álvaro Toubes Prata. Segundo o governo, entre 2005 e 2015, o país conseguiu reduzir em cerca de 50% as emissões nacionais de gases que agravam o aquecimento global.

A meta foi firmada pelo país no âmbito do Acordo de Paris, em 2015, e também estabelece que a redução deve chegar a 43% em 2030, sempre em relação às emissões de 2005.

“O Brasil se colocou metas e tem cumprido essas metas. Através de políticas bem definidas, ações bem delineadas, temos monitorado o impacto causado e temos visto que nós cumpriremos o acordo. Estabelecemos para 2025 uma meta de redução de mais de um terço da emissão nossa em relação aos níveis de 2005. Não há dúvidas que vamos cumprir essa meta”, disse o secretário durante o lançamento de uma pesquisa sobre as ações para atingir esse percentual.

Uma das consequências do agravamento do efeito estufa é o aumento da temperatura média da superfície da Terra, causando mudanças climáticas como chuvas intensas, secas, ondas de frio e de calor e afetando populações e até a dinâmica da economia. Aprovado por 195 países, o Acordo de Paris é uma tentativa de resposta global à ameaça da mudança do clima. Entre as metas está “conter o aumento da temperatura média global em menos de 2°C [graus Celsius] acima dos níveis pré-industriais, além de envidar esforços para limitar esse aumento a 1,5°C até 2100”.

Contribuições setoriais

Entre os pontos do estudo lançado nesta quarta-feira, está a definição do papel que cada setor econômico pode desempenhar para que o país cumpra a meta de redução de emissões. Para 2025, o custo com a implementação de medidas para a redução da emissão de gases de efeito estufa é estimado em US$ 1,7 bilhão. O cenário de 2030 é mais preocupante, uma vez que para o cumprimentos das metas, o custo estimado é de US$ 11,1 bilhões.

Entre as principais medidas a serem implementadas, segundo o documento, estão a expansão das ações de redução do desmatamento; recuperação de pastagens degradadas; expansão do plantio de florestas comerciais; eficientização na recuperação de calor e vapor e troca de combustíveis em plantas industriais. Também estão listadas a instalação de unidades de recuperação de vapor em plataformas de extração e produção de óleo e gás; a substituição de térmicas a carvão por biomassa e repotencialização de usinas hidrelétricas; o aproveitamento energético proveniente de resíduos sólidos urbanos e de estações de tratamento de efluentes para a produção de biometano e eletricidade; e mudança modal no setor de transportes.

De acordo com o professor e pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Roberto Schaeffer, o desafio é trabalhar a mitigação dos danos de maneira integrada entre todos os setores da economia. O pesquisador destaca que o modelo vigente trabalha com estudos isolados para cada setor econômico, sem levar em consideração o impacto em outras áreas e cita como exemplo o setor de transportes.

“Uma boa redução da emissão de gases no setor de transporte é eletrificar o setor. Olhando isoladamente, alguém pode dizer que o potencial de mitigação é grande por meio da eletrificação. Mas se o setor elétrico sair de uma matriz de energia renovável e cair em uma matriz mais dependente de combustíveis fosseis a conta vai ser sair toda errada”, explica.

Fonte: Agência Brasil

Novo relatório do IPCC aponta: apenas redução drástica na emissão de gases pode salvar o Acordo de Paris

Estimativa é que a temperatura ultrapasse 1,5° Celsius antes de 2040, relataram os cientistas, o que significa um aumento da frequência de extremos de frio e calor, de secas e inundações e um risco maior de conflitos

DO OC – O aquecimento global deve ultrapassar em duas décadas o limite mais ambicioso estabelecido pelo acordo climático de Paris, a menos que os governos reduzam drasticamente a emissão de gases de efeito estufa, revela um rascunho do relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) sobre a estabilização do aquecimento global a 1,5ºC. O relatório foi obtido pela agência de notícias Reuters. O IPCC publicou uma nota sobre o vazamento, alertando que modificações substanciais podem ocorrer até a divulgação da versão final do documento, em outubro. Membros do painel confirmaram o conteúdo ao OC.

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Fonte: Observatório do Clima

Mais de 25% da Terra ficará mais seca mesmo se aquecimento global for limitado a 2ºC, diz estudo

Se contivermos o aquecimento médio a 1,5ºC – a meta mais baixa do Acordo de Paris -, a porção afetada diminui para entre 8% e 10%.

Mais de um quarto da superfície terrestre da Terra se tornará “significativamente” mais seca mesmo se a humanidade conseguir limitar o aquecimento global a 2ºC, o objetivo estabelecido no Acordo de Paris, disseram cientistas nesta segunda-feira (1).

Com o aquecimento de 2ºC, que pode ser atingido entre 2052 e 2070, entre 24% e 32% da superfície terrestre total se tornará mais seca.

Mas se contivermos o aquecimento médio a 1,5ºC – a meta mais baixa inscrita como ideal no Acordo de Paris sobre o clima -, esta porção diminui para entre 8% e 10%, concluíram os pesquisadores em um estudo publicado na revista científica Nature Climate Change.

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Fonte: France Presse publicado no G1

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