RenovaBio pode ser votado no Senado na próxima terça-feira (12)

Projeto estabelece uma Política Nacional de Biocombustíveis

O Projeto de Lei que cria a Política Nacional de Biocombustíveis – RenovaBio deve ser votado no começo da próxima semana no Senado. Se for aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o relator do texto, o senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB-PE) pretende colocar o projeto em votação no mesmo na próxima terça-feira (12). A intenção seria permitir a sanção do texto pelo presidente Michel Temer ainda este ano.

“Esta é uma política de Estado que reconhece o papel estratégico de todos os tipos de biocombustíveis na matriz energética brasileira, tanto para a segurança energética dos consumidores quanto para a redução de emissões de gases causadores do efeito estufa. O Renovabio também dará a melhor direção ao Brasil no processo de transição para tecnologias futuras, a exemplo do carro elétrico”, analisou o senador em material divulgado pela sua Assessoria de Imprensa.

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Fonte: Folha Pernambuco

Estudos de universidade do Reino Unido e da USP comprovam malefícios das emissões veiculares

Trânsito nas grandes cidades anula benefícios de atividades físicas para idosos, aponta estudo de Universidade de Londres. Estudo da USP aponta gravidade da poluição veicular em São Paulo

Nesta segunda-feira estudos preliminares realizados pela USP já chamavam a atenção (novamente) para a gravidade dos efeitos provocados pela poluição veicular na cidade de São Paulo. Liderado pelo médico patologista Paulo Saldiva, o trabalho mede a quantidade de carbono no pulmão de corpos que foram levados ao Serviço de Verificação de Óbitos (SVO). O estudo de Saldiva investiga também a vida do paciente.

A conclusão é alarmante: quem respira o ar de São Paulo por duas horas no trânsito sofre o mesmo efeito provocado no pulmão de quem fuma um cigarro. Estendendo essa perspectiva ao longo de 30 anos, o cidadão que vive em meio ao trânsito da capital se equipara a um fumante que consome um pouco menos de dez cigarros por dia.

Nesta terça-feira um estudo divulgado no periódico científico médico “The Lancet” comprova a gravidade dos efeitos das emissões veiculares para a saúde das pessoas. Cientistas liderados por Fan Chung, do Imperial College London, estudaram e compararam o impacto na saúde de uma caminhada no centro de Londres realizada em dois ambientes distintos: na movimentada e poluída Oxford Street e no famoso Hyde Park, uma das principais áreas verdes da capital britânica.

A conclusão também é preocupante, principalmente para idosos que buscam na atividade física uma melhora para seu estado de saúde. O trabalho do Imperial College London comprovou: mesmo uma breve exposição a altos níveis de poluição atmosférica pode ser associada a endurecimento das artérias e pioras na função pulmonar. Em resumo, esse efeito negativo praticamente anularia os efeitos positivos trazidos pela atividade física. E esse problema se mostrou mais evidente ainda em pessoas que já tinham com problemas pulmonares.

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Fonte: Diário do Transporte

Brasileiros estão cientes da importância de mudar escolhas de transporte

Um estudo encomendado pelo Instituto Clima e Sociedade (ICS), organização não governamental (ONG) dedicada ao combate às causas das mudanças climáticas, indica que os brasileiros têm consciência da importância de mudar suas escolhas de transporte e priorizar a energia limpa.

Os resultados preliminares foram apresentados hoje (6) pelo coordenador de Transporte da entidade, Walter Figueiredo de Simoni, durante o Encontro Internacional sobre Descarbonização do Transporte. A versão completa da pesquisa será divulgada nos próximos dias, informou a ONG.

Segundo a pesquisa, 74% dos entrevistados reconhecem que os combustíveis fósseis têm impacto negativo na qualidade do ar. Um total de 63% reconhecem o impacto negativo na qualidade da água e 69% entendem que a queima desse tipo de combustível contribui para as mudanças climáticas.

De acordo com a pesquisa, 86% das pessoas disseram que votariam em um candidato que propusesse a recuperação de calçadas e praças, facilitando, assim, a locomoção a pé pela cidade. E um total de 85% escolheriam um candidato que propusesse a renovação da frota de ônibus e 84% dariam seu voto a quem propusesse a recuperação de ciclovias e ciclofaixas.

Dificuldades

Apesar da aparente disposição da população em mudar hábitos, os brasileiros enfrentam dificuldades com o transporte público, principalmente nas metrópoles. Segundo Clarice Linke, diretora-executiva do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP), ONG com sede em Nova York, os habitantes das grandes cidades do país sofrem com serviços precários.

De acordo com dados apresentados por Clarice Linke, a rede de transportes cobre apenas 19% da população de São Paulo e 30% da população do Rio de Janeiro. “A gente tem uma estrutura deficitária difícil de servir à população. Analisando por renda a situação é mais séria ainda. Um transporte público que teve investimento do Banco Mundial nos últimos anos, que foi o do Rio de Janeiro, está em situação precária”, comentou, durante debate sobre alternativas para despoluir o transporte no Brasil.

Segundo a diretora, na média das regiões metropolitanas do país 73% da população está insatisfeita ou muito insatisfeita com o transporte. “A população está em grande parte se endividando e migrando, cada vez mais, para o transporte individual motorizado”, destacou.

Mobilidade urbana

De acordo com Martha Martorelli, gerente de Planejamento da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, a Política Nacional de Mobilidade Urbana do Brasil, lançada em 2012, prevê que o país priorize o transporte público e os pedestres. Ela reconhece, entretanto, que tem havido dificuldades para colocar esses objetivos em prática.

“A dificuldade de implementação, hoje, é o maior entrave. Trabalhar com a política nacional implementada é o grande objetivo que nós temos para a descarbonização. Só a transferência de modal no nosso país já fará grande diferença na questão climática das cidades”, disse.

De acordo com Martha, o braço de mobilidade urbana do Avançar, programa do governo federal que prevê recursos para projetos de habitação, infraestrutura e energia, trouxe alguns pontos favoráveis na questão da priorização de formas alternativas de transporte. “Os projetos de calçadas, ciclovias, só vinham vinculados a outros projetos. Hoje o município pode entrar com projetos apenas de calçadas, calçadões, ciclovias”, exemplificou. Ela disse ainda que municípios pequenos são contemplados no programa e que foi desenvolvida uma metodologia simplificada para eles.

Fonte: Isto é

EUA ratificam taxas antidumping de até 72,3% para o biodiesel argentino

A Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (ITC  em inglês), ratificou sua decisão de fixar tarifas de até 72,28% para o biodiesel argentino, impostas pelo Ministério do Comércio do país, em novembro passado.

A comissão validou o argumento de que os supostos subsídios, à produção de biocombustíveis, disponibilizados na Argentina causaram danos à indústria norte-americana nesse setor.

O ITC considerou que o setor de produção de biodiesel dos EUA estava “prejudicado substancialmente pelas importações de biodiesel da Argentina e da Indonésia que o Departamento de Comércio determinou serem subsidiados”.

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Fonte: Ámbito.com

O setor de biocombustíveis do Brasil em 2017

No intuito de promover uma retomada do crescimento do setor de biocombustíveis no Brasil, diversas medidas vêm sendo adotadas pelo Governo Federal com vistas a aumentar a confiança e a previsibilidade no setor, o que resultará em um ambiente favorável aos investimentos nos próximos anos.

Dentre as diversas iniciativas, destaca-se em 2017 o Programa RenovaBio. Capitaneado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e tendo em seu núcleo coordenador a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o RenovaBio é uma política de Estado que objetiva reconhecer o papel estratégico dos biocombustíveis na matriz energética brasileira, tanto para a segurança energética, quanto para a mitigação de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa. A nova Política Nacional de Biocombustíveis foi aprovada na Câmara dos Deputados em 28/11/17 (PL 9.086/2017) e enviada ao Senado Federal em 30/11/17.

No setor sucroalcooleiro, para esta safra, o mix de produção deverá ser mais direcionado à produção de etanol, em virtude dos baixos preços do açúcar no mercado internacional. Com a perda de produtividade decorrente do clima mais seco e do aumento da idade média do canavial, é esperada uma redução de cerca de 5% na quantidade de cana-de-açúcar moída. A cana segue como a principal matéria-prima utilizada na produção de etanol. Entretanto, o etanol de milho tem se tornado cada vez mais relevante para o País, crescendo mais do que o triplo entre 2015 e 2017: de 140 para 480 milhões de litros.

O ano de 2017 apresentou volumes importantes de importação de etanol, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Em 01/09/17, a Portaria SECEX nº 32, estabeleceu os critérios para alocação de cota para importação de etanol isenta de imposto de importação, determinada pela Resolução CAMEX n0 72, de 31/08/17. A decisão de isenção do imposto de importação para o etanol é limitada a cota de 1,2 bilhão de litros, por um período de 24 meses. Também ficou estabelecido que a importação com tarifa zero não pode ultrapassar o volume de 150 milhões de litros por trimestre.

Avanços importantes também ocorreram no setor de biodiesel. O percentual obrigatório de 10% de adição de biodiesel ao diesel passará a vigorar a partir de 1º de março de 2018. Esta decisão foi tomada durante reunião extraordinária do CNPE, realizada em 9/11/17. O B10 fará sua estréia oficial no Leilão 59, que acontecerá em fevereiro de 2018.

Em relação a bioeletricidade, verificou-se um crescimento de 9% na geração das usinas térmicas entre janeiro e setembro deste ano, em comparação com 2016. A capacidade instalada das plantas à biomassa do Sistema Interligado Nacional (SIN) também evoluiu, chegando a 13 GW ao final de setembro. O bagaço de cana foi o combustível mais utilizado na geração das usinas movidas a biomassa, com 85% do total.

Merece destaque ainda a crescente participação do biogás na matriz energética nacional, resultado dos avanços legais ocorridos nos últimos anos, sobretudo os relacionados à geração distribuída. A Resolução nº 685 da ANP, de junho de 2017, estabeleceu especificações para o biometano oriundo de aterros sanitários e estações de tratamento de esgoto, regulamentando seu uso como combustível veicular. Em setembro, o despacho n° 1084 da ANP, pela primeira vez, permitiu a comercialização do biometano oriundo desta fonte.

Por fim, os objetivos do RenovaBio também convergem com os objetivos de redução de emissões estabelecidos pela Organização da Aviação Civil Internacional para as empresas aéreas. Atualmente, o bioquerosene para aviação (BioQAV) pode representar até 10% na mistura de combustíveis para abastecimento de aviões. O limite está previsto em homologações realizadas pela ASTM e também pela ANP. No Brasil, o BioQAV poderá vir a ser obtido, principalmente, através da cana ou da macaúba, sendo esta última uma fonte de grande potencial.

Assim, o ano de 2017 apresentou grandes avanços para o setor de biocombustíveis do País. Muitos desses frutos serão colhidos nos próximos anos, atraindo investimentos, crescimento econômico e geração de emprego e renda. O Brasil precisa e merece!

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Artigo de José Mauro Ferreira Coelho – Diretor de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis  Empresa de Pesquisa Energética (EPE)

Fonte: Artigo originalmente publicado no Jornal Folha de Pernambuco

Representantes do setor do biodiesel defendem aprovação do RenovaBio

Representantes da indústria e da produção do biodiesel se reuniram nesta terça-feira (5) com o presidente do Senado, Eunício Oliveira, e defenderam a aprovação do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 160/2017, que cria a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). A matéria foi enviada pela Câmara dos Deputados ao Senado Federal no final de novembro.

O RenovaBio é uma política de Estado que pretende reconhecer o papel estratégico de todos os tipos de biocombustíveis na matriz de energia nacional, tanto para a segurança energética quanto para redução de emissões de gases causadores do efeito estufa.

O grupo argumentou que o RenovaBio tornará o Brasil protagonista na produção de energia de baixo carbono, gerando empregos e sendo exemplo para o mundo. O autor do projeto, deputado Evandro Gussi (PV-SP), presente à reunião, disse que o texto passou por consulta pública e foi articulado com os ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente.

O senador Cidinho Santos (PR-MT) foi outro parlamentar que acompanhou a comitiva e lidera o recolhimento de assinaturas para que a matéria seja apreciada em regime de urgência. O texto está em análise na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) sob a relatoria do senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB-PE).

Eunício Oliveira destacou a importância da matéria ser discutida entre os senadores para que todos tenham amplo conhecimento do conteúdo e possam emendar ou não o texto. Se a urgência não for aprovada, o projeto ainda vai ser analisado nas comissões de Meio Ambiente (CMA) e de Serviços de Infraestrutura (CI), além da CAE.

Entre os presentes à reunião, estavam Júlio Minelli, diretor-superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (APROBIO); Donizete Tokarski, diretor-superintendente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio); e André Rocha, presidente do Fórum Nacional Sucroenergético.

Fonte: Com informações da Assessoria de Imprensa da Presidência do Senado

RenovaBio avança na Câmara e vai para o Senado

Projeto foca no aumento da produção de biocombustíveis e no cumprimento das metas do Acordo de Paris

Agora é mirar o Senado para garantir que a Política Nacional de Biocombustíveis se torne realidade. O chamado RenovaBio foi aprovado na Câmara dos Deputados. Tem foco no aumento da produção de biocombustíveis e no cumprimento das metas do Acordo de Paris para redução da emissão de gases de efeito estufa. Para receber aval dos deputados, o texto sofreu modificações em relação à proposta original, como a que estipulava valores obrigatórios de mistura para biocombustíveis, a serem atingidos em prazos determinados. – Isso não impede que o projeto continue tendo nosso apoio. Ele define uma política aos biocombustíveis – afirma Julio Cesar Minelli, diretor superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil. Os percentuais de mistura do biodiesel têm sido definidos pelo Conselho Nacional de Política Energética. Hoje, está em vigor a B8 (percentual de 8% de biodiesel). O RenovaBio, que inclui outros tipos de biocombustível, como o etanol, também abrirá espaço para a certificação da produção eficiente. Fonte: Zero Hora  

Energia Solar Fotovoltaica no Brasil: fonte de economia, oportunidades e investimentos

Nos últimos anos a questão energética tem sido pauta de discussões no mundo todo, motivada por fatores como o aquecimento global, provocado pela emissão de gases de efeito estufa, derivados, em parte, da energia elétrica produzida por meio do uso de combustíveis fósseis.

Preocupados em garantir a preservação dos recursos naturais, cada vez mais impactados pelo crescimento da população e do consumo, governos, iniciativa privada e consumidores investem no desenvolvimento de projetos que privilegiem a utilização de fontes renováveis de energia, atendendo as necessidades atuais, sem, no entanto, comprometer o acesso para as gerações futuras.

Entre as tecnologias disponíveis para diversificar a matriz energética mundial a que apresenta crescimento mais expressivo é a energia solar fotovoltaica. Acessível e  limpa a energia solar tem sido apontada como uma das principais soluções para suprir o aumento do consumo energético do país e, do lado dos consumidores, a opção para reduzir o valor da conta de energia.

Crescimento do setor nos últimos anos

Desde 2012, quando foi aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a regulamentação para conexão e compensação de geradores distribuídos, o setor de energia solar fotovoltaica vem se fortalecendo no Brasil. Em 2016 registrou um crescimento de cerca de 270% em relação ao ano anterior e a projeção é de que este ano atinja o patamar de 1.000 megawatts (MW) de capacidade instalada, 325% em relação aos 253 MW atuais, com investimentos que deverão somar 4,5 bilhões até dezembro.

Os dados, divulgados no dia 30 de outubro pela Absolar, Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), colocam o país entre os 30 principais geradores da energia – China, Japão, Alemanha, Estados Unidos e Itália lideram atualmente o ranking, com a fatia de quase 60% da produção mundial.

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Fonte:  Agência Ambiente Energia

Respirar ar de São Paulo por 2 horas no trânsito é igual a fumar um cigarro

Respirar o ar de São Paulo por duas horas no trânsito é o mesmo que fumar um cigarro. Ao longo de 30 anos na capital, o pulmão dessa pessoa pode ficar igual ao de um fumante leve (que consome menos de dez cigarros por dia).

É o que revelam dados preliminares, obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, de uma pesquisa inédita que busca comparar a exposição do paulistano durante sua vida à poluição do ar com os impactos do cigarro. O trabalho, liderado pelo médico patologista Paulo Saldiva, analisa corpos que foram levados ao Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) e mede a quantidade de carbono no pulmão, ao mesmo tempo em que investiga a vida do paciente.

“Antigamente, quando em uma necropsia a gente via um pulmão cheio de carbono, preto, o mais provável é que se trataria de um fumante. Hoje não dá para dizer isso. E o que esse estudo está mostrando é o quanto respirar o ar de São Paulo é equivalente a fumar e tem impacto cumulativo”, explica a bióloga Mariana Veras, do Laboratório de Poluição do Ar da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Entrevistas feitas com parentes estão ajudando a compor esse quadro de como se dá a exposição dos paulistanos. São questões como: onde vivia, onde passou a maior parte da vida, qual era a atividade profissional, quanto tempo levava em deslocamentos no trânsito, se fumava ou era fumante passivo. “Um motorista de caminhão ou um guarda de trânsito vai ter um quadro diferente de quem só se expõe de casa ao trabalho e passa o dia inteiro no ar condicionado com janela fechada. Estamos buscando a correlação entre a quantidade de preto no pulmão, o padrão de vida e o tempo em transporte”, diz Mariana.

Pelo menos 2 mil pulmões já foram avaliados e cerca de 350 selecionados para compor o estudo – são os que contam com entrevistas mais detalhadas. Os dados ainda estão sendo tabulados e devem ser concluídos nas próximas semanas, mas foram antecipados em razão da Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que começou ontem e vai até amanhã, e tem como tema a luta antipoluição.

Segundo a ONU Meio Ambiente e a Organização Mundial de Saúde, cerca de 7 milhões de pessoas morrem por ano em decorrência de poluição do ar (e metade é interna, como a de fogões a lenha e aquecimentos caseiros a carvão). Segundo as entidades, mais de 80% das cidades têm níveis de poluição acima dos recomendáveis.

A análise de São Paulo aponta que os níveis de partículas finas inaláveis (material particulado ou MP 2,5) está 90% acima dos níveis seguros, de 10 microgramas/m³. A concentração média anual da cidade é de 19 microgramas/m³. A ONU Meio Ambiente elegeu o combate à poluição como principal ação para se atingir os objetivos do desenvolvimento sustentável e no combate às mudanças climáticas.

“A poluição é o problema que está mais perto das pessoas. Elas sentem, respiram, é imediato. É mais provável ter impacto sobre a vida das pessoas enquanto andam ou fazem compras do que as mudanças climáticas. É uma das coisas que mais matam hoje no mundo”, disse ao Erik Solheim, diretor executivo da ONU Meio Ambiente, durante a Conferência do Clima das Nações Unidas, na Alemanha, em novembro. “Por outro lado, tudo o que se faz para reduzir a poluição também é benéfico no combate às mudanças climáticas.”

Na prática

Não é de hoje que poluição afeta a rotina dos paulistanos. A gestora ambiental Annabella Andrade, de 50 anos, pedala todos os dias até o trabalho, mas, quando o tempo está seco, usa máscara como as de hospitais para se proteger da fuligem. “Dependendo do lugar, ainda coloco lenço por cima”, diz ela, que mora perto do Elevado Presidente João Goulart, o Minhocão, e trabalha na Avenida Paulista, ambos na região central.

Para reduzir o impacto da poluição, Annabella trabalha como voluntária de uma associação que quer transformar o Minhocão em um parque. “Quando o elevado está fechado, podemos abrir as janelas.”

Dona de uma banca próxima da Estação Marechal Deodoro do Metrô, Mainara Bortolozzo, de 25 anos, também sente o impacto. “Saio imunda daqui – no rosto, nas mãos”, conta.

Obesidade

Pouco relacionada com a poluição, a obesidade, também está sendo observada pelo grupo de pesquisa do laboratório da USP. Já havia a suspeita de que a poluição provoca desarranjo hormonal e estudos epidemiológicos relacionam os poluentes a uma redução do metabolismo. Como isso é muito difícil de isolar e medir no nível individual, os pesquisadores trabalharam com camundongos expostos a uma concentração de MP 2,5 – semelhante à medida em média por dia em São Paulo.

Descobriram que afeta a saciedade. “Os animais, e sugerimos que o mesmo deve ocorrer com humanos, não ficavam saciados mesmo com a quantidade habitual. A poluição diminui a sensibilidade ao hormônio leptina, que regula a saciedade”, diz Mariana.

Fonte: O Estado de S. Paulo.

FCStone eleva estimativa de produção de soja no Brasil para 107,6 milhões de t

A consultoria INTL FCStone aumentou sua estimativa para a produção de soja em 2017/18 no Brasil em sua revisão de dezembro para 107,6 milhões de toneladas, ante 106,1 milhões de toneladas estimados em novembro. A elevação decorreu de revisões em números de produtividade. “Após o atraso das chuvas no início do ciclo, as condições climáticas estão, no geral, favoráveis, gerando otimismo em relação ao possível resultado do cultivo”, diz, em nota, a analista de mercado do grupo, Ana Luiza Lodi.

A produtividade da safra passou de 3,03 toneladas por hectare, para 3,08 toneladas por hectare. A área plantada foi mantida em 34,981 milhões de hectares.

Com as exportações de soja muito aquecidas em 2017, que já ultrapassaram 65 milhões de toneladas, os estoques iniciais da safra 2017/18 devem ficar menores, considerando embarques em 66,5 milhões de toneladas neste ano, afirma a consultoria. “Esse cenário, aliado a uma produção menor em 2018 e a um consumo que deve continuar aquecido, destacando a adoção da mistura de 10% de biodiesel no diesel (B10) já em março próximo, deve resultar em um balanço mais restrito da oleaginosa”, diz Lodi.

Safrinha

Em sua primeira estimativa para o ciclo 2017/18 para a segunda safra de milho no País, a consultoria espera uma queda de 5,8% frente ao recorde alcançado em 2017, com uma estimativa de produção de 63,5 milhões de toneladas.

A avaliação é que os atrasos no plantio da soja provoquem uma queda na área plantada com o cereal de inverno. A perspectiva é que a área plantada com a safrinha chegue a 11,811 milhões de hectares, 2,4% menor do que os 12,109 milhões de hectares registrados no ciclo anterior. A produtividade também deve ser menor com 5,37 toneladas por hectare, 3,4% abaixo que o alcançado no ano safra passado.

Para a safra de verão de milho, a FCStone trouxe uma leve queda da produção, que ficou em 23,4 milhões de toneladas, com mais um pequeno corte da área plantada. “Assim como para a soja, o clima tem estado bastante positivo e não são esperados, pelo menos por enquanto, mais problemas”, diz a analista.

Com isto,a produção total do grão deve chegar a 86,9 milhões de toneladas. “As perspectivas apontam para um balanço muito folgado, com estoques elevados, diante do cenário de oferta mundial ampla”, comenta a consultoria.
Fonte: Estadão Conteúdo

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