EDP disponibiliza R$ 60 milhões para projetos de eficiência energética em empresas

A EDP, empresa que atua em todos os segmentos do setor elétrico no País, vai disponibilizar R$ 60 milhões para companhias dos setores industrial, comercial e de serviços que queiram modernizar seus sistemas de iluminação, climatização, refrigeração, ar comprimido ou motores elétricos.

O chamado Programa de Investimentos em Eficiência Energética (PIEE) vai selecionar projetos de eficiência energética empresarial que, por alguma razão, ainda não foram implementados.

Depois de avaliar a viabilidade técnica e econômica das propostas, a EDP realizará o investimento necessário para a implantação das medidas.

O aporte mínimo será de R$ 300 mil por projeto, considerando todos os gastos, como plano de engenharia, instalações, gestão e equipamentos.

Os projetos deverão ser implementados no prazo máximo de 12 meses após a assinatura do contrato. Só após a conclusão desse trabalho a empresa beneficiada realizará pagamentos mensais fixos pelo serviço prestado.

Caso as empresas candidatas não tenham um projeto consolidado, o PIEE disponibiliza em seu site um check list para identificar a melhor solução de eficiência com base nas informações enviadas.

Além disso, consultores e empresas de engenharia que possuam projetos mapeados também poderão submetê-los em nome de seus clientes.

“Esta é mais uma oportunidade que a EDP oferece para que as empresas de médio e grande porte possam tornar seu consumo de energia mais eficiente e sustentável”, afirma o vice-presidente de Novos Negócios da Companhia, Carlos Andrade.

“Para os clientes, é uma possibilidade de reduzir seus custos e modernizar sua infraestrutura sem ter que fazer grandes investimentos iniciais”.

EDP Soluções em Energia

A EDP Soluções em Energia é responsável pelo desenvolvimento de negócios e serviços integrados de energia para clientes do segmento comercial – com projetos de eficiência energética em iluminação e ar condicionado –, e da indústria – com projetos de geração de vapor com biomassa e centrais de utilidades.

Em 2017, foram realizados 23 projetos de eficiência energética, que contribuíram para a economia de 51,85 GWh nos clientes, além de evitar a emissão de 30.457 toneladas de CO2 e gases de efeito estufa.

A rede atacadista Makro, por exemplo, encontrou em um projeto apresentado pela EDP a solução para reduzir sua conta de luz e se tornar ainda mais sustentável.

Com o investimento de R$ 60 milhões para a substituição do sistema de iluminação antigo por LED nas áreas internas e externas de 69 lojas espalhadas por 24 estados do Brasil, foi possível diminuir o consumo de energia em iluminação em até 55% ou 17,5 mil megawatts-hora (MWh) – o equivalente ao consumo médio de 7,3 mil famílias. Após a implantação do projeto, mais de 1.431 toneladas de gás carbônico deixaram de ser lançadas na atmosfera.

Já a modernização do sistema de climatização, com automação dos chillers e motobombas, do complexo hoteleiro Costa do Sauípe, na Bahia, permitiu poupar 2.965 MWh ao ano, cerca de 34% mais do que a economia projetada.

As empresas interessadas devem cadastrar suas propostas no site edp.com.br/piee até o dia 30 de julho.

Fonte: Ambiente Energia

Em maio, embarques de biodiesel argentino subiram 10%

Em maio, o Instituto Nacional de Estadística y Censos da Argentina (Indec) registrou exportações de biodiesel de cerca de 619 mil toneladas, 10% a mais que no mesmo período de 2017.

A Europa foi o destino que monopolizou essas compras, tendo os Países Baixos como destino de 50% desse volume e Malta acrescendo outros 34%.

As mudanças introduzidas pelo Indec na hora de apresentar as estatísticas não permitem conhecer o destino das outras 89.000 toneladas que aparecem como “confidenciais” em relação ao país importador.

Extra Europa, nos primeiros cinco meses do ano, apenas as vendas para o Peru que representaram cerca de 5.000 toneladas.O interessante é que depois de dois meses “preguiçosos” (fevereiro e março), as exportações subiram acentuadamente em abril e maio.

Em relação aos valores, as exportações de maio de 2018 tiveram média de 709 dólares por tonelada contra US$731 no mesmo mês do ano passado. Houve uma diferença entre os destinos, com Malta pagando US$ 690 e a Holanda, com US$ 700 por tonelada.

Fonte: Agrofy News 

Soja em Chicago nessa segunda-feira

A semana começa com estabilidade para os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago. Os futuros da commodity subiam entre 1,25 e 2,25 pontos nos principais vencimentos, por volta de 8h10 (horário de Brasília), no pregão desta segunda-feira (2). Dessa forma, o contrato julho/18 tinha US$ 8,60 e o setembro era cotado a US$ 8,70 por bushel.

O mercado segue aguardando por novidades, especialmente em relação à guerra comercial entre chineses e a americanos, bem como se ajusta depois das baixas acumuladas de mais de 4% na última semana e de 16% em todo mês de junho na CBOT.

Além disso, os traders acabam de digerir também os últimos números de estoques trimestrais e área de plantio dos EUA divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na última sexta-feira (30). E nesta segunda, esperam ainda pelos dados dos embarques semanais e das condições das lavouras americanas, as quais serão reportadas somente após o fechamento do mercado.

No cenário climático do Corn Belt, seguem mantidas as boas condições para o desenvolvimento das lavouras.

“O ponto principal é que as condições de umidade do solo na maior parte do Meio-Oeste estão favoráveis e ainda leva algumas semanas para que algumas regiões sequem o suficiente para causar algum stress muito sério. Enquanto isso, no meio tempo, as últimas previsões seguem mostrando uma condição ainda um tanto incerta sobre as variações de temperaturas e chuvas, mas ainda sem indicar um cenário de muito stress até o final do verão”, diz um boletim do instituto internacional World Weather Inc.

Fonte: Notícias Agrícolas

Poluição do ar já provocou 3,2 milhões de novos casos de diabetes, segundo estudo

Elo entre a doença e a falta de ar puro já tinha sido desenvolvido por pesquisas anteriores

Um em cada sete novos casos de diabetes é causado pela poluição do ar, de acordo com um estudo da revista Lancet Planetary Health publicado neste sábado (30). O elo entre a doença e a falta de ar puro já tinha sido desenvolvido por pesquisas anteriores.

“A poluição contribuiu ao desenvolvimento de 3,2 milhões de novos casos de diabetes no mundo em 2016, o que representa cerca de 14%”, afirmaram os autores do estudo da faculdade de medicina de Washington em Saint-Louis, nos Estados Unidos.

“Acreditamos que a poluição reduz a produção de insulina e provoca inflamações, impedindo o corpo de transformar a glicose do sangue em energia”, acrescentaram. A estimativa de 14% é baseada em dados médicos de 1,7 milhão de ex-combatentes americanos, acompanhados por oito anos e meio e escolhidos por não terem diabetes no começo da pesquisa.

Os pesquisadores estabeleceram um modelo estatístico para ver em que medida a poluição do ar poderia explicar a aparição da doença, levando em conta fatores que favorecem a diabetes, como a obesidade.

Níveis de poluição do ar ainda são muito altos

“Nossa pesquisa demonstra um elo significativo entre poluição do ar e diabetes no mundo”, afirmou num comunicado o professor de medicina Ziyad Al-Aly. “É importante ressaltar esse fato porque muitos lobbies econômicos afirmam que os limites de poluentes na atmosfera são muito baixos. Mas temos provas de que os níveis atuais ainda devem ser reduzidos.”

Países que não respeitam os limites impostos, como a India, o Afeganistão e a Guiana apresentam maior taxa de diabetes decorrente da poluição do ar. No lado oposto, há menos casos desse tipo da doença em nações mais ricas como a França, a Finlândia e a Islândia.

Fonte: RFI

Governo subsidia combustível fóssil e ignora energia limpa

Renúncia fiscal e incentivos para derivados do petróleo somam R$ 342,36 bilhões desde 2013

Enquanto o mundo caminha para a popularização de carros elétricos, incentivo a motores movidos a energias limpas e restrições a veículos que rodam com derivados de petróleo, o Brasil está preso numa estrutura antiga, que privilegia o mais poluente. Combustíveis fósseis – gás natural, carvão mineral, gasolina, óleo diesel e gás de cozinha – contam com subsídios bilionários. Levantamento do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) aponta subsídios de R$ 342,36 bilhões, entre 2013 e 2017, para os combustíveis fósseis no país, sob a forma de renúncias fiscais e gastos diretos. A média anual foi de R$ 68,6 bilhões, 1% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, ou o equivalente a quase dois programas Bolsa Família.

Este cenário está longe de mudar. A Política Nacional de Biocombustíveis (Renovabio) ainda está em processo de regulamentação em Brasília, segundo informações do diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues. O governo também vai anunciar em breve o novo programa de incentivo ao setor automobilístico Rota 2030. Segundo técnicos que participam das discussões, trará redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos elétricos e híbridos. Hoje eles são taxados na faixa de 25%. Com o Rota 2030, haveria faixas de 7% a 18%. As montadoras terão 15 anos para compensar os investimentos em inovação, com incentivos tributários de até R$ 1,5 bilhão ao ano. Tudo somado, ainda é muito inferior aos R$ 342,36 bilhões concedidos para os combustíveis fósseis entre 2013 e 2017.

O levantamento do Inesc mostra que, entre as renúncias fiscais identificadas, as de maior montante foram relativas à redução da cobrança do PIS/Cofins sobre combustíveis e da Cide, que resultaram em perdas de arrecadação estimadas em R$ 178 bilhões e R$ 46 bilhões, respectivamente, no período analisado. Uma das autoras do estudo “Subsídios aos combustíveis fósseis no Brasil: conhecer, avaliar e reformar”, Alessandra Cardoso, ressalta que os números foram subestimados. “Não conseguimos os valores dos subsídios na forma de financiamentos e investimentos. Falta transparência do governo”, observa.

 Fonte: O Tempo

Publicada resolução sobre atividade de produção de biocombustíveis

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou na última sexta-feira (29/6), no Diário Oficial da União, a Resolução nº 734/2018, que regulamenta a autorização para o exercício da atividade de produção de biocombustíveis e a autorização de operação da instalação produtora de biocombustíveis.

A resolução unifica o marco regulatório de biocombustíveis visando à simplificação administrativa, minimização de barreiras ao investimento e redução de custos impostos pela regulação, em linha com o Mapa Estratégico da Agência no que se refere à qualidade regulatória.

As atividades de produção de etanol e de biodiesel que eram regulamentadas, respectivamente, pela Resolução ANP nº 26/2012 e pela Resolução ANP nº 30/2013, agora, juntamente com a atividade de produção de biometano, são regulamentadas pela Resolução ANP nº 734/2018.

A minuta de resolução passou por consulta e audiência públicas no período de fevereiro a março de 2018, quando recebeu contribuições do mercado e da sociedade.

Fonte: ANP

Sumário Executivo do Relatório 1,5ºC do IPCC

Climate Home News teve acesso e publicou a versão enviada pelo IPCC aos governos do sumário executivo do relatório 1,5oC. O relatório deve ser oficialmente lançado em outubro, depois dos comentários dos governos.  Colocamos abaixo as principais conclusões, que podem ser úteis a vários de nossos leitores.

– O aquecimento global induzido pela humanidade atingiu, em 2017, aproximadamente 1 ± 0,2°C (faixa provável) acima dos níveis pré-industriais, e atualmente está aumentando 0,2 ± 0,1°C por década (alta confiança).

– É improvável que as emissões passadas, sozinhas, elevem a temperatura média global ao nível da superfície (GMST) em 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, mas levam a outras mudanças, como a elevação do nível do mar e os impactos associados (alta confiança). Se as emissões continuarem na taxa atual, o aquecimento induzido pelo homem ultrapassará 1,5°C por volta de 2040 (alta confiança).

– Os riscos para os sistemas naturais e humanos são menores para um aquecimento global de 1,5°C quando comparados a um aquecimento de 2°C, e dependem da localização geográfica, dos níveis de desenvolvimento, da vulnerabilidade e das escolhas de adaptação e mitigação (alta confiança).

– O desenvolvimento sustentável, a erradicação da pobreza e implicações para a ética e a equidade serão considerações-chave nos esforços de mitigação para a limitação do aquecimento global a 1,5°C e nos esforços para a adaptação ao aquecimento global de 1,5°C (alta confiança).

– Não há uma resposta simples quanto a saber se é viável limitar o aquecimento a 1,5°C e adaptar as populações às suas consequências, porque esta viabilidade tem múltiplas dimensões que precisam ser consideradas simultânea e sistematicamente.

– Em relação a hoje, existem aumentos substanciais nos eventos climáticos extremos num mundo aquecido em 1,5°C, e entre 1,5°C e 2°C, incluindo extremos de temperatura ambiente em todas as regiões habitadas (alta confiança), eventos de precipitação na maioria das regiões (alta confiança) e secas extremas em algumas regiões (média confiança).

– Em terra, os riscos de impactos induzidos pelo clima na biodiversidade e nos ecossistemas, incluindo a perda e a extinção de espécies, são substancialmente menores a 1,5°C do que a 2°C. Limitar o aquecimento global a 1,5°C trará grandes benefícios para os ecossistemas terrestres, para os de zonas úmidas e para a preservação de seus serviços (alta confiança). Um sobreaquecimento, se muito superior a 1,5°C (por exemplo, próximo a 2°C), pode ter impactos irreversíveis em algumas espécies, ecossistemas, suas funções ecológicas e seus serviços prestados aos humanos, mesmo se o aquecimento global se estabilizar em 1,5°C até 2100 (alta confiança).

– Devido às diferenças projetadas na temperatura oceânica, nos níveis de acidificação e de oxigenação, limitar o aquecimento a 1,5°C comparado com 2°C, reduziria substancialmente os riscos à biodiversidade marinha, aos ecossistemas e suas funções ecológicas e aos serviços prestados aos seres humanos nas áreas costeiras e oceânicas, especialmente nos ecossistemas do mar Ártico e nos recifes de coral de água quente.

– Até 2100, o aumento do nível do mar seria cerca de 0,1 m mais baixo com o aquecimento global limitado a 1,5°C, quando comparado com 2°C (confiança média). Aumentos da intrusão de água salgada, de inundações e de danos à infraestrutura associados ao aumento do nível do mar são especialmente danosos para ambientes vulneráveis, como pequenas ilhas, zonas costeiras de baixa altitude e deltas (alta confiança).

– Impactos na saúde, nos meios de subsistência, no abastecimento de alimentos e água, na segurança, na infraestrutura e sobre o potencial subjacente de crescimento econômico aumentarão com 1,5°C de aquecimento em comparação com os dias de hoje, e ainda mais com um aquecimento de 2°C em comparação com 1,5°C.

– Limites à adaptação e perdas associadas existem para todos os níveis de aquecimento global (confiança média) com implicações específicas para regiões e populações vulneráveis. É necessária uma adaptação adicional nos setores avaliados de energia, terra e ecossistemas, sistemas urbanos, industriais e de transporte, e dentro de setores transversais como gestão de risco de desastres, saúde e educação; as necessidades de adaptação serão menores com o aquecimento global de 1,5°C, em comparação com 2°C.

– Todas as trajetórias de emissão consistentes com 1,5°C implicam reduções rápidas nas emissões líquidas globais antropogênicas de CO2 para zerar as emissões líquidas até meados do século, junto com reduções rápidas em outras emissões antropogênicas, particularmente de metano. Maiores reduções de emissões até 2030 levam a uma maior chance de limitação do aquecimento global a 1,5°C sem, ou com limitado, superaquecimento (de zero a 0,2°C) (alta confiança).

– Trajetórias consistentes com 1,5°C podem ter diferentes níveis de remoção de dióxido de carbono (CDR). Algumas limitam o aquecimento global a 1,5°C sem depender da bioenergia com captura e armazenamento de carbono (BECCS). Mudanças comportamentais, ações pelo lado da demanda e reduções de emissões no curto prazo podem limitar a dependência do CDR (alta confiança).

– Limitar o aquecimento global a 1,5°C exigiria transições rápidas e de longo alcance, que ocorreriam durante as próximas duas décadas, em sistemas energéticos, terrestres, urbanos e industriais.

– Mesmo se cumpridas as atuais promessas do Acordo de Paris (NDCs), estas ainda resultarão em um aquecimento global acima de 1,5°C, com riscos associados e desafios de adaptação. As reduções de emissões e a ação para além das NDCs atuais levam a uma redução do sobreaquecimento e a desafios de transição menores após 2030, e podem contribuir para que sejam atingidos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS) (alta confiança).

– A limitação do aquecimento global a 1,5°C no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza requer um portfólio de ações de mitigação e adaptação que funcione em todos os setores e escalas. Essas ações devem enfrentar as principais barreiras e seriam possibilitadas por mudanças nas finanças, na tecnologia e no comportamento (alta confiança).

– A adaptação pode reduzir a vulnerabilidade ao aquecimento global de 1,5°C e é benéfica, principalmente, para o desenvolvimento sustentável e a redução da pobreza. Também podem haver consequências negativas (trade-offs) com alguns dos ODS da ONU, se as ações não forem específicas para os distintos contextos e gerenciadas com cuidado (alta confiança).

– A mitigação consistente com as trajetórias de aquecimento global de 1,5°C está associada a múltiplas sinergias e trade-offs em uma série de ODS da ONU, dependendo do ritmo e da magnitude das mudanças e do gerenciamento da transição (alta confiança).

– Perseguir caminhos de desenvolvimento resilientes ao clima pode limitar o aquecimento a 1,5°C, ao mesmo tempo em que nos adaptamos às suas consequências e simultaneamente alcançamos o desenvolvimento sustentável (alta confiança)

– A implementação de políticas para limitar com sucesso o aquecimento a 1,5°C, e para adaptar a humanidade a este aquecimento, implica cooperação internacional e fortalecimento da capacidade institucional das autoridades nacionais e subnacionais, da sociedade civil, do setor privado, de cidades, comunidades locais e povos indígenas (alta confiança).

Clique aqui para acessar a publicação original.

Fonte: Clima Info

ANP define até fim do ano metas individuais do RenovaBio

Já a resolução sobre firmas inspetoras sai entre o fim de julho e início de agosto

A ANP define até o fim deste ano os procedimentos para a definição das metas individuais que serão aplicadas às distribuidoras no RenovaBio. O diretor Aurélio Amaral reafirmou, nesta quinta-feira (28/6), que a agência reguladora tomará como parâmetro a participação de mercado de cada empresa. No dia 5/6, o governo divulgou a meta global do programa, que prevê a redução de 10% de intensidade de carbono na matriz de combustíveis até 2028.

Antes disso, entre o fim de julho e o começo de agosto, a ANP divulgará a resolução com as regras de autorização e regulamentação das firmas inspetoras que farão a certificação da eficiência de cada produtor de biocombustíveis. A previsão do diretor é que 98% dos produtores façam sua adesão à certificação de qualidade.

Após este passo, será definida a comercialização dos créditos de descarbonização (CBios), cujo trabalho sai do escopo da ANP. Mas Amaral adiantou que a questão da comercialização dos créditos vem sendo discutida pelo MME com agentes do mercado financeiro, como a B3 e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ainda está sendo definido se os CBios serão negociados em bolsa de valores ou em mercado de balcão organizado.

Pelo decreto que regulamenta o RenovaBio, as metas anuais de redução de emissões de gases poluentes entram em vigor a partir de dezembro de 2019.

O governo calcula que a meta estimule investimentos de R$ 1,3 trilhão para aumentar a produção de biocombustíveis. Isso significa a redução de emissão de aproximadamente 600 milhões de toneladas de carbono da atmosfera, equivalente a 2 anos de emissões da matriz de combustíveis.

Fonte: Brasil Energia 

EPE participa do 4º Congresso Brasileiro de CO2 na Indústria de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

Começou nesta quinta-feira, 28 de junho, a 4ª edição do Congresso Brasileiro de CO2 na Indústria de Petróleo, Gás e Biocombustíveis. O evento estava na agenda de 2018 do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) para os dias 28 e 29 de junho.

O principal objetivo do congresso é debater os aspectos técnicos e científicos associados às emissões de CO2 e promover a integração entre Indústria, Prestadores de Serviços, Associações, Órgãos Governamentais, Centros de Pesquisa e Universidades.

O diretor de Petróleo, Gás e Biocombustíveis da EPE, José Mauro Coelho, participou como palestrante do painel: “Emissões de CO2: Cenário Brasileiro“, a fim de discutir os seguintes pontos: Qual é o posicionamento destes setores no país? Quais são as ações e fontes alternativas que veem buscando para minimizar as emissões. A apresentação realizada pelo diretor da DPG está disponível aqui.

O moderador do evento foi Maurício Tolmasquim, professor da UFRJ e ex-presidente da EPE. Também participaram o diretor da ANP, Aurélio Cesar Nogueira Amaral, do coordenador geral de Mudanças Globais de Clima (MCTIC), Márcio Rojas, e do diretor executivo de Tecnologias e Projetos da Raizen, Antonio Alberto Stuchi.

principal.jpg

Crédito das Fotos: ASCOM EPE

Fonte: EPE

Assine nossa newsletter e tenha acesso as principais notícias do setor


aprobio@aprobio.com.br
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1903 - Conj. 91 - Jd. Paulistano - 01452-911 - São Paulo - SP - Tel: 55 11 3031- 4721