Macron preside cúpula em Paris e vai pedir mais dinheiro para conter aquecimento global

‘Se decidirmos não nos mexer e não mudar a maneira como produzimos, investimos e nos comportamos, seremos responsáveis por bilhões de vítimas’, disse o presidente da França.

O presidente da França, Emmanuel Macron, pedirá a países ricos e empresas globais nesta terça-feira (12) que contribuam com mais recursos para combater o aquecimento global.

Macron é anfitrião da cúpula “Um Planeta”, realizada por ocasião do aniversário de dois anos do acordo climático de Paris. Em 2015, quase 200 governos fizeram um pacto para reduzir as emissões de combustíveis fósseis de modo a conter o aumento da tempetura média do planeta em menos de 2º C.

O líder francês tentará mostrar que existem avanços sendo feitos com vista a estas metas tão duramente negociadas, mesmo depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter dito em junho que retirará seu país do pacto.

Macron disse que a decisão de Trump foi “um profundo despertar para que o setor privado” adote ações.

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Fonte: Reuters, publicado no G1

Canada lança campanha publicitária para promover biocombustíveis

Renewable Industries Canada (RICanada) lançou uma campanha de conscientização pública sobre os benefícios ambientais e econômicos dos mandatos de biocombustíveis. Batizado de ‘Facts Do not Lie’, a campanha destina-se a educar o público sobre o papel dos biocombustíveis na redução das emissões de carbono dos transportes.
Dado que os combustíveis renováveis ​​como o etanol e o biodiesel são a maneira mais rápida e fácil de reduzir os gases de efeito estufa (GEEs) no setor de transporte, a campanha explicará por que agora é o momento de aumentar os mandatos para o conteúdo renovável nos combustíveis do Canadá. “A RICanada e seus membros fornecem ao público biocombustíveis renováveis ​​e limpos, como o álcool e o biodiesel – combustíveis que ajudam a lutar contra as mudanças climáticas e combater a poluição e a poluição atmosférica”, afirmou Jim Gray, presidente da Diretoria e CEO da RICanada do IGPC Ethanol, Inc. “Estamos entusiasmados com o lançamento desta campanha e sobre a contribuição para a conversa sobre como o Canadá pode se restabelecer como líder mundial em combustíveis renováveis ​​e produtos baseados em biologia.” Fatos:  • O etanol pode reduzir os gases de efeito estufa em 62 por em comparação com a gasolina. • O biodiesel pode reduzir os GEE em mais de 100% em relação ao diesel. • Os mandatos de biocombustíveis do Canadá reduzem as emissões anuais de GEE na mesma medida em que tira um milhão de carros da estrada. • Todos os anos, o mandato de biocombustíveis do Canadá remove tanto C02 da atmosfera como 21 milhões de árvores. • O aumento do mandato federal de biocombustíveis pode agregar 31 mil empregos e US $ 5,6 bilhões à economia do Canadá. • O Canadá já foi líder mundial na implementação de requisitos de combustível renovável. Hoje, mais de 40 países exigem níveis mais altos de misturas de biocombustíveis em combustíveis para transporte do que o Canadá. A campanha RICanada, que exige que o governo federal aumente os mandatos de conteúdo renovável em combustíveis, contará com anúncios impressos e digitais (incluindo Maclean’s, The Hill Times e National Newswatch) em Ottawa e mercados-chave em todo o Canadá. Fundada em 1984, a Renewable Industries Canada (RICanada) é uma organização sem fins lucrativos com a missão de promover o uso de produtos de valor agregado a partir de recursos renováveis ​​através da conscientização do consumidor e atividades de ligação do governo.
 

Estudo eleva em meio grau o aumento de temperatura para 2100

A pesquisa concluiu que os países deverão fazer mais esforços que o previsto para evitar que a temperatura do planeta aumente mais de dois graus em 2100

Madri – Um estudo publicado na última quarta-feira (06) na revista “Nature” afirma que as últimas projeções de aquecimento global para o fim de século estão equivocadas, e fala de um aumento de temperatura 15% superior ao previsto nos últimos modelos climáticos, o que representaria um aumento de temperatura de mais meio grau. A pesquisa dos climatólogos Patrick T.Brown e Ken Caldeira, da Instituição Carnegie para a Ciência, em Stanford (Califórnia), concluiu que os países deverão fazer mais esforços que o previsto para evitar que a temperatura do planeta aumente mais de dois graus em 2100, e se for possível, fazer com que a elevação seja inferior a 1,5 grau, conforme estabelecido no Acordo de Paris. Os modelos climáticos indicam que as emissões de gases do efeito estufa causadas pelo homem continuarão aquecendo o clima mundial, mas as projeções de aquecimento variam dependendo do modelo. Ou seja, cada modelo faz projeções em função das possíveis reduções de emissões dos países, desde uma diminuição drástica até não fazer nada, passando pelo meio termo. Com base nos esforços de cada país, os modelos preveem uma elevação de temperatura que vai de 1,5 grau até mais de 4 graus para o fim deste século. Brown e Caldeira avaliaram os modelos disponíveis no último relatório do painel intergovernamental de especialistas em mudança climática da ONU (IPCC, na sigla em inglês), que foi apresentado em 2014, e determinaram que as estimativas de todos eles estão para baixo. Os autores garantiram que os impactos da mudança climática global serão maiores com o aumento na temperatura média global do ar superficial e que isto modificará o balanço energético na superfície terrestre, resultando em mais aquecimento. Incorporando esses fatores a qualquer um dos modelos climáticos existentes até agora, a previsão de aquecimento para o fim do século seria 15% superior ao que foi descrito anteriormente, cerca de meio grau a mais. Isto significa que as projeções de elevação da temperatura de 1,5 grau seriam de 2 graus, as de 2 seriam de 2,5, e assim sucessivamente. Assim, os cientistas afirmaram que, “para conseguir estabilizar a temperatura global”, tal como se comprometeram os países no Acordo de Paris, “serão necessários maiores esforços na redução das emissões de gases do efeito estufa em relação aos cálculos existentes até agora”. Fonte: EFE

Pesquisa mostra que apenas 37% dos brasileiros acreditam que o país substituirá combustíveis fósseis

O que o brasileiro pensa quando o assunto é combustível fóssil? Uma pesquisa feita em outubro pelo Ideia Big Data, divulgada pela empresa ao site “Exame”, aponta que 60% dos entrevistados acreditam que o Brasil tem condições de substituir os combustíveis fósseis. Quanto a se, de fato, isso acontecerá, apenas 37% apontam essa possibilidade. Os dados, colhidos em outubro com 3 mil brasileiros de todo o país, surgiram por encomenda de duas instituições que discutem questões ambientais: o Instituto Clima e Sociedade, ONG que apoia projetos sobre mudanças climáticas, e o Instituto Escolhas, think tank que promove estudos econômicos sobre questões socioambientais. Outros dados da pesquisa apontam ainda quantos dos entrevistados defende uma redução no consumo de gasolina: 33,9% acha que deve haver uma pequena redução, ao passo que 45,6% acreditam que a redução deva ser grande no uso do combustível fóssil. Quanto a combustíveis limpos, como eletricidade, biocombustíveis e gás natural, a posição dos brasileiros se inverte: a maioria quer um aumento nesse. Mas o detalhe importante nessa escolha está no perfil dos entrevistados: favorecer combustíveis mais limpos em detrimento dos mais poluentes tem mais apoio entre os mais jovens (16 a 34 anos), com mais estudos e melhores condições sociais. Ou seja, o debate ambiental no Brasil não chegou à maioria da população. Clique aqui para continuar lendo. Fonte: Diário do Transporte

Indústria da reciclagem animal movimenta R$ 7,9 bilhões por ano no país

No Brasil, são processados 12,4 milhões de toneladas de matéria crua que viram ingredientes para sabonete, detergente, cosméticos, pneus, ração animal, fertilizantes e biodiesel. A atividade gera 55 mil empregos

A reciclagem de papel, garrafas pet e alumínio são atividades bastante conhecidas no Brasil. O que poucas pessoas imaginam é que existe uma indústria gigantesca de reciclagem animal. Esse mercado processa 12,4 milhões de toneladas de matéria crua, produz 5,3 milhões de toneladas de farinhas e gorduras e movimenta R$ 7,9 bilhões por ano no país. Os produtos da reciclagem animal são ingredientes para sabonete, detergente, cosméticos, pneus, ração animal, fertilizantes, biodiesel e uma infinidade de itens usados diariamente pela população. A atividade é responsável pela geração de 55 mil empregos diretos no Brasil.

A reciclagem de resíduos animais é fundamental na agroindústria. Ela representa o começo e o fim da cadeia da carne, transformando em farinhas e gorduras de origem animal tudo o que não é utilizado como alimento. A atividade contribui fortemente para o saneamento do meio ambiente, reciclando carcaças, ossos, sangue e penas. O volume de coprodutos de origem animal reciclados anualmente pela indústria é suficiente para preencher todo o espaço livre de dois estádios do Maracanã.
O processo é sustentável e limpo, ajuda a diminuir os impactos ambientais, evita a proliferação de doenças e permite o controle de bactérias e vírus. “O Brasil é um grande produtor de carne e gera um grande volume de partes não consumidas pelo homem. Se essas partes fossem descartadas de forma inapropriada, teríamos um grande passivo ambiental, além da proliferação de algumas doenças. O setor é o responsável pela sustentabilidade da cadeia produtiva da carne”, explica o presidente da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra), Clênio Antônio Gonçalves.
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Fonte: Correio Braziliense

Cúpula em Paris quer impulsionar financiamento contra aquecimento global

Dois anos após a histórica assinatura do Acordo de Paris, a capital francesa recebe na terça-feira uma cúpula para acelerar o financiamento contra a mudança climática, ainda insuficiente, mas indispensável para fazer frente ao fenômeno.

O evento será coorganizado pela ONU e pelo Banco Mundial, e foi proposto pelo presidente francês, Emmanuel Macron, depois do anúncio do presidente americano, Donald Trump, de retirar os Estados Unidos do acordo climático.

Cerca de 50 chefes de Estado e de Governo participarão da cúpula, entre eles o mexicano Enrique Peña Nieto, o espanhol Mariano Rajoy, o boliviano Evo Morales, a britânica Theresa May e vários presidentes africanos.

Grandes países emissores de gases de efeito estufa serão representados em um nível inferior, ministerial por exemplo, como no caso de China e Índia.

Os Estados Unidos enviarão um funcionário da embaixada, embora líderes políticos, empresas e fundações tenham informado que estarão presentes para defender que o país “continua ali”.

Também são esperados grandes financiadores públicos e privados, ONGs, e o ator Leonardo DiCaprio, um dos rostos mais conhecidos na luta contra a mudança climática.

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Fonte: AFP, publicado no UOL

CAE vai analisar programa que visa estimular a produção de biocombustíveis

O Programa Renovabio (PLC 160/2017), com estratégias para estimular a produção de biocombustíveis, chegou ao Senado e aguarda análise na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O relator do projeto, senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB–PE), adiantou que a proposta deve ser votada na comissão e encaminhada ao Plenário já na próxima semana.

Ouça os detalhes no áudio da repórter da Rádio Senado, Paula Groba.

Fonte: Agência Senado

Renováveis são opções para que o Brasil cumpra acordo do clima

Durante a 21ª Conferência das Partes (COP21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), na França, foi aprovado por 195 países o Acordo de Paris. O objetivo é reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEE) no contexto do desenvolvimento sustentável e manter o aumento da temperatura média global em menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais, além de esforçar para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.

O Brasil ratificou o acordo e, assim, as metas brasileiras deixaram de ser pretendidas e tornaram-se compromissos oficiais. O compromisso nacional foi de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% abaixo dos níveis de 2005, em 2025, com uma contribuição indicativa subsequente de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 43% abaixo dos níveis de 2005, em 2030. Para isso, o país se comprometeu a aumentar a participação de bioenergia sustentável na sua matriz energética para aproximadamente 18% até 2030, restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas, bem como alcançar uma participação estimada de 45% de energias renováveis na composição da matriz energética em 2030.

O pesquisador da Embrapa Agroenergia, Bruno Galvêas Laviola, estudou sobre o assunto e os rumos que o Brasil deve tomar para alcançar as metas pretendidas. “Em nossos estudos, verificamos que para atingir esta contribuição, o setor de biocombustíveis tem um grande desafio pela frente, que pode ser reconhecido também como grande oportunidade de crescimento para o setor. Para cumprir a contribuição, precisamos fazer com que o setor de biocombustíveis cresça a taxas maiores que as previstas atualmente e/ou que sejam incluídos na matriz energéticas a produção de outros biocombustíveis.” Neste sentido, Laviola considera que existem gargalos técnico-político-econômicos que não podem ser ignorados e merecem atenção, seja do governo, seja do setor produtivo. “Para o setor de biodiesel, por exemplo, para avançarmos em misturas no diesel superiores a 15%, precisaremos de diversificação de matérias-primas, com escala suficiente para atender à demanda. Atualmente, existem diversas oleaginosas que podem ser usadas na produção de biodiesel, porém somente a soja possui escala de produção suficiente.”

O pesquisador exemplifica que um combustível verde que poderia ajudar o País a cumprir o compromisso firmado em Paris é o bioquerosene para aviões. “O setor aéreo internacional tem metas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e, no Brasil, há iniciativas para promover o abastecimento com derivados de biomassa, a exemplo da plataforma mineira e da plataforma pernambucana. O biogás é outro combustível com bastante potencial, principalmente porque aproveita resíduos. O aproveitamento dos óleos residuais, como o óleo de fritura, seria uma alternativa de ampliar a disponibilidade de matéria-prima. No setor de etanol, temos também grandes oportunidades de diversificação para ampliar a produção, como por exemplo, o etanol de primeira geração produzido de matérias-primas alternativas e o de segunda geração.“

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Fonte: Jornal Canal da Bioenergia

Google pretende funcionar somente com energia renovável a partir de 2017

Google anunciou que pretende funcionar somente com energia renovável a partir de 2017. Isso inclui todos os seus data centers e escritórios para mais de 60.000 funcionários — o que é bem importante se considerarmos que estamos falando de uma empresa que chegou a ser responsável pelo consumo de 0,01% de toda a eletricidade do planeta.

Já no ano passado, 44% de toda a eletricidade comprada pelo Google foi gerada por fazendas de energia eólica e solar. Atualmente, a companhia é a maior compradora corporativa de energia elétrica renovável do mundo.

A empresa lançou um site com informações sobre seus projetos e investimentos nas áreas de energia sustentável, além de ter publicado seu relatório ambiental com mais detalhes sobre essas e outras iniciativas.

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Fonte: Tecnoblog

80 economistas pedem fim do investimento em combustíveis fósseis

Três quartos das emissões de gases de efeito estufa no mundo estão ligadas a combustíveis de energias fósseis

Cerca de 80 economistas de 20 países, entre eles os americanos Jeffrey Sachs e James Galbraith, pediram, nesta quinta-feira (7), o fim do investimento em combustíveis fósseis, numa declaração publicada na véspera de uma cúpula sobre o clima em Paris.

“Pedimos o fim imediato de todos os investimentos em novos projetos de produção e infraestrutura de combustíveis fósseis e encorajamos uma expansão significativa do financiamento de energias renováveis”, indica a declaração assinada, entre outros, pelo ex-ministro e economista grego Yanis Varoufakis, por Ramón E. López, professor da Universidade do Chile, e por Charles Palmer, da London School of Economics.

“O presidente francês (Emmanuel Macron) e outros dirigentes indicaram a necessidade de um maior apoio financeiro para as soluções climáticas, mas não disseram nada sobre a outra parte da equação: os financiamentos continuam sendo acordados para novos projetos de produção e de infraestrutura para carvão, gás e petróleo”, segundo a nota.

Esses economistas destacam que tanto “as instituições de desenvolvimento, como investidores públicos e privados, têm a responsabilidade urgente e a obrigação moral de mostrar o caminho” para as energias renováveis.

Três quartos das emissões de gases de efeito estufa no mundo estão ligadas a combustíveis de energias fósseis.

Segundo estudos científicos, é preciso reduzir a exploração de reservas globalmente se o mundo quiser se manter abaixo do limite de 2ºC de aquecimento climático.

Macron convocou, nesta terça-feira, em Paris, uma cúpula sobre o financiamento das políticas climáticas, da qual participarão dirigentes políticos e instituições financeiras.

Diversas ONGs de meio-ambiente, como a 350.org, que organizou a publicação desta declaração dos economistas, convocaram uma manifestação no mesmo dia, sob o lema  “Nenhum euro a mais para as energias do passado”.

Fonte: AFP

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