Exportações do agro em maio alcançaram US$ 9,97 bilhões

O mês tradicionalmente concentra os embarques de soja. Mesmo assim, alta foi de 3% sobre igual período do ano passado

As exportações brasileiras de produtos do agronegócio atingiram US$ 9,97 bilhões em maio, 3% acima do valor registrado em igual mês do ano passado. O aumento é atribuído à elevação de 1,3% no índice de preço e de 2% na quantidade. Para meses de maio, foi o terceiro maior valor da série histórica iniciada em 1997, situando-se abaixo apenas de 2012 e 2013.

O montante representa 51,8% das exportações totais brasileiras, superando o percentual de maio do ano passado, de 48,9%. A sazonalidade do escoamento da soja, cujo auge normalmente é atingido nesse período, explica o elevado montante registrado na exportação do mês.

As importações caíram 16,5%, recuando de US$ 1,30 bilhão para US$ 1,08 bilhão em maio deste ano. Como consequência, o superavit passou de US$ 8,38 bilhões para US$ 8,88 bilhões, o segundo maior saldo da série histórica, para meses de maio, muito próximo do registrado em 2012, de US$ 8,92 bilhões.

Alta de 22,9%

Em maio se concentram os embarques de soja com as exportações atingindo US$ 5,81 bilhões, superando em 22,9% o valor contabilizado em igual mês do ano anterior e representando 58,2% de toda a exportação agrícola.

As vendas de soja em grão tiveram aumento de 23%, alcançando US$ 5 bilhões e equivalendo ao embarque de 12,35 milhões de toneladas. O desempenho dessas vendas foi explicado pelos acréscimos de 12,7% no volume exportado e de 9,1% no preço médio. As exportações de farelo somaram US$ 709,96 milhões, com acréscimo de 24,9% (+1,4% em quantidade e +23,2% no preço médio), e as de óleo, US$ 96,91 milhões, com aumento de 7,9% (+8,0% em quantidade e -0,1% no preço médio).

As exportações de produtos florestais, segundo setor da pauta em maio, atingiram US$ 1,11 bilhão, superando em 14,2% o valor de igual mês do ano anterior. A celulose foi o grande destaque, cujas vendas chegaram a US$ 727,81 milhões (1,28 milhão de toneladas), significando aumento de 37,9% (+7,8% em volume e +27,9% no preço médio). Essas exportações vêm registrando sucessivos recordes repetidos nesse em valor e quantidade.

As exportações de madeira e suas obras recuaram 12% (+1,9% em quantidade e -13,6% no preço médio), caindo de US$ 278,31 milhões para US$ 244,94 milhões. Também caíram as vendas de papel, com decréscimo de 17,1% (-26,8% em quantidade e +13,2% no preço médio), reduzindo de US$ 166,40 milhões para US$ 137,92 milhões no período em análise.

Na terceira posição da pauta, as exportações de carnes caíram 9,6% de US$ 1,22 bilhão para US$ 1,11 bilhão. A maior redução ocorreu nas vendas de carne frango (-US$ 77,28 milhões), motivada principalmente pela retração nos mercados da África e Oriente Médio. As vendas de carne suína recuaram em US$ 30,72 milhões, impactadas pelo embargo russo, e as de peru, em US$ 5,11 milhões. As exportações de carne bovina também recuaram (-US$ 2,46 milhões). A interrupção das vendas à Rússia foi compensada principalmente pelo acréscimo das exportações à China (+US$ 49,86 milhões) e ao Chile (+US$ 10,53 milhões).

O complexo sucroalcooleiro registrou queda de 36,4%, posicionando-se na quarta posição da pauta. Desde abril do ano passado o açúcar em bruto registra quedas no preço médio de exportação, o mesmo acontecendo com o açúcar refinado.

O café, com queda de 42,3%, manteve-se como quinto principal setor na pauta. As vendas de café verde caíram 44,5% (-38,4% em quantidade e -9,9% no preço médio), passando de US$ 386,25 milhões para US$ 214,49 milhões. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a queda em maio teve influência da menor oferta em face do período de entressafra e de baixos estoques, agravada pela paralisação dos caminhoneiros que atrasou parte dos embarques.

Registraram-se recordes de exportações , além de soja em grão e celulose: suco de laranja (recorde em quantidade), arroz (em quantidade), bovinos vivos (em valor), mangas (em quantidade), castanha do pará (em valor) e melões (em valor e quantidade).

Nas importações, a pauta foi liderada por cereais, farinhas e preparações, cujas aquisições. Compõem o grupo, o trigo (- 10,8%, atingindo US$ 83,51 milhões), o malte (-27,1%; US$ 27,86 milhões), o arroz (-53,9%; US$ 13,83 milhões) e a farinha de trigo (+0,4%; US$ 10,66 milhões). O segundo setor foi o de produtos florestais (-8,2%; US$ 122,19 milhões), oleaginosos (+31,9%; US$ 98,70 milhões), pescados (-19,0%; US$ 85,29 milhões) e lácteos (-27,6%; US$ 43,98 milhões).

Participação de 59,4% da Ásia

A Ásia esteve na liderança entre os destinos das exportações que alcançaram US$ 5,92 bilhões, representando 59,4% do total. Em relação a maio do ano passado houve aumento de 14,9%, devido às vendas de soja em grão e em farelo.

O segundo principal destino foi a União Europeia, ainda que as vendas ao bloco tenham recuado 14,9%, passando de US$ 1,69 bilhão em maio do ano passado para US$ 1,44 bilhão. Houve quedas nas vendas de café (-US$ 106,61 milhões) e de soja a grão (-US$ 104,47 milhões).

Ao Nafta, terceiro destino das exportações, as vendas somaram US$ 691,08 milhões, 1,3% abaixo de maio de 2017. A pauta contemplou principalmente celulose, madeira, suco de laranja, café, soja, açúcar, álcool, couros e peles, carnes bovina e de frango e papel.

Com recuo de 18,0% nas exportações ao Oriente Médio, quarto principal destino das exportações, a participação desse destino caiu de 7,1% em maio do ano passado para 5,7%. À exceção da soja em grão, que registrou aumento de 135,8% (+US$ 93,70 milhões), os demais itens entre os principais da pauta tiveram decréscimos: açúcar, milho, carne de frango, farelo de soja e carne bovina.

Cresceram as vendas para países da Europa Ocidental (+122,7%), principalmente, aTurquia. O aumento das exportações ao país explica-se, sobretudo, pelos acréscimos em soja em grão (+US$ 99,20 milhões), bovinos vivos (+US$ 41,50 milhões) e farelo de soja (+US$ 22,49 milhões).

Alta de 3,8% desde janeiro

As exportações do agronegócio somam US$ 40,32 bilhões entre janeiro e maio, 3,8% acima dos US$ 38,86 bilhões exportados entre janeiro e maio do ano anterior. O crescimento das vendas externas ocorreu em função do crescimento das quantidades exportadas ( 4,1%), enquanto o índice de preço das exportações diminuiu 0,4 no período em análise.

As exportações do agronegócio representam no período 43,1% do total das exportações brasileiras, 1,1 ponto percentual inferior aos 44,2% de igual período em 2017.

As importações de produtos do agronegócio diminuíram de US$ 6,14 bilhões. O crescimento das exportações e a redução das importações aumentou o saldo superavitário dos produtos do agronegócio, que passou de US$ 32,72 bilhões para US$ 34,33 bilhões.

Em 12 meses, crescimento de 11,9%

Entre junho do ano passado e maio deste ano, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 97,47 bilhões, em alta de 11,9% em relação aos US$ 87,10 bilhões dos 12 meses anteriores. Com isso, o agronegócio participou com 43,6% do total das exportações do país, mantendo a mesma posição de igual período apurado em 2017. As importações caíram 5,2% e totalizaram US$ 14,01 bilhões, resultando em saldo positivo deUS$ 83,47 bilhões (+15,4%).

Nas importações de produtos do agronegócio, o volume é de US$ 14,01 bilhões em 12 meses, sobressaindo trigo (US$ 1,18 bilhão e -14,8%); papel (US$ 896,64 milhões e +17,0%); álcool etílico (US$ 842,32 milhões e +2,2%); vestuário e outros produtos têxteis de algodão (US$ 600,44 milhões e +33,4%); salmão (US$ 490,57 milhões e -4,6%); azeite de oliva (US$ 423,10 milhões e +38,5%); malte (US$ 420,46 milhões e -11,8%); borracha natural (US$ 399,38 milhões e +7,4%); vinho (US$ 391,44 milhões e +29,0%); e óleo de dendê ou de palma (US$ 378,25 milhões e -8,1%).

A Ásia segue no posto de principal destino dos produtos com US$ 45,19 bilhões (+ 16,1% em comparação com 12 meses anteriores) A região concentra 46,4% do total). O segundo principal bloco, a União Europeia, apresentou alta de 7,8%, alcançando US$ 17,54 bilhões.

Fonte: MAPA

Armazenamento de CO2 permite retê-lo no subsolo por milhares de anos

O método pode ser extremamente eficaz na luta contra as mudanças climáticas

A captura e armazenamento de carbono no subsolo não é somente um método viável e seguro mas, além disso, seria uma ferramenta muito eficaz contra a mudança climática, já que permitiria reter CO2 no subsolo durante 10 mil anos.

Esta é a principal conclusão de uma pesquisa publicada nesta terça-feira(12) na revista “Nature Communications” e cujo primeiro autor é Juan Alcalde, pesquisador espanhol da Universidade de Aberdeen (a Escócia).

O dióxido de carbono (CO2) produzido pela queima dos combustíveis fósseis é o principal causador do efeito estufa e, portanto, o gás que mais contribui para a mudança climática.

Em 2005, os 195 países signatários do Acordo de Paris se comprometeram a limitar o aumento da temperatura média global em um máximo de 2 graus centígrados.

Para isso, os países acordaram reduzir as emissões de CO2 emitidas à atmosfera procedentes da atividade industrial, da geração de energia elétrica, da calefação e do transporte.

No entanto, a substituição das energias fósseis por renováveis por si só não é suficiente para diminuir estas emissões. É necessário iniciar medidas paralelas que ajudem a alcançar os objetivos do Acordo de Paris.

“Uma dessas medidas poderia ser a captura destas emissões, porque a tecnologia já é possível e poderia ser implementada em escala industrial no mundo todo”. Só é preciso “vontade política”, explicou Alcalde em declarações à Efe.

Para o estudo, os autores reuniram uma grande quantidade de dados em escala global sobre acúmulos naturais de CO2 e metano, e toda a informação disponível sobre as atividades da indústria dos hidrocarbonetos (armazenamento de gás natural e experimentos de laboratório).

“Trata-se de uma base de dados muito complexos, que levou quase quatro anos para completar, mas que nos permite entender o que acontece com o CO2 quando é injetado no subsolo”, afirma Alcalde.

Partindo destes dados, os pesquisadores fizeram modelos matemáticos que replicam “o que ocorreria ao CO2 ao ser injetado no subsolo, e em diferentes cenários”.

O trabalho, de fato, levou em conta diversos cenários, tanto em zonas terrestres como áreas litorâneas ou marinhas, que reúnem distintas caraterísticas e, portanto, incluem “todas as categoria de possibilidades” mas, além disso, inclui um caso extremo, que simula uma captura de CO2 no pior dos cenários, um “caso hipotético e pouco realista no qual tudo falha”, detalha.

O estudo conclui que inclusive no caso extremo o armazenamento de CO2 é muito seguro a longo prazo e, portanto, é uma ferramenta fundamental para combater a mudança climática.

Segundo os cálculos do trabalho, nos locais adequadamente regulados, as taxas de vazamento de gás anuais seriam menores a 0,01% ano, com o que mais de 90% do CO2 capturado e injetado se manteria no subsolo.

Até agora, esta tecnologia não foi posta em andamento porque havia dúvidas sobre sua segurança, mas “este trabalho tira todas elas”.

O outro motivo é o alto custo econômico e que trata-se de uma aposta sem retorno econômico, aponta o pesquisador.

“É necessário que os governos tenham vontade política e se comprometam a realmente reduzir as emissões, mesmo com essa técnica completamente perdida porque, somente com a eficiência de energia renovável, não atenderemos aos objetivos da mudança climática”.

Fonte: EFE

Osasco: Meio Ambiente encerra gincana Biodiesel com arrecadação de 3.422 litros de óleo

A Prefeitura de Osasco, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (SEMA), encerrou na sexta-feira, 8/6, a Gincana Biodiesel nas escolas estaduais, dentro da programação especial da Semana do Meio Ambiente.

O programa, que incentiva as escolas a disputarem por 2 semanas quem arrecada a maior quantidade de óleo de cozinha usado que será transformado em Biodiesel, teve seu encerramento no Parque Chico Mendes, com participação especial da Banda Marcial da EE Professor Armando Gaban.

Participaram da atividade, alunos das escolas estaduais São Paulo da Cruz (Santo Antônio), Orlando Geribola (Jardim Helena), Armando Gaban (Conceição), Américo Marco Antônio (Pestana), Professor José Ribeiro de Souza (Bussocaba) e José Geraldo Vieira (Umuaram), que arrecadaram 3.422 litros de óleo.

A vencedora foi a escola José Geraldo Vieira, que arrecadou 3.302 litros de óleo, recebeu um troféu e também um equipamento necessário para a unidade. “Saibam que esse óleo retirado da natureza não poluirá nossas nascentes. As próximas gerações é que darão valor ao que vocês fizeram agora. Quanto mais arrecadarmos de óleo usado, mais contribuímos com a preservação da natureza”, disse o secretário de Meio Ambiente, Marcelo da Silva.

O que é Biodiesel

É um combustível alternativo, não tóxico e biodegradável. É uma alternativa aos combustíveis derivados de petróleo. Pode ser usado em carros e qualquer outro motor movido a diesel. É extraído de sementes oleaginosas (soja,girassol, mamona, amendoim entre outros), gordura vegetal e animal e óleo de cozinha usado.

Para qualquer pessoa que queria aderir a iniciativa, é fácil. Basta colocar em garrafas pet o óleo das sobras de fritura. Depois de cheias, levá-las ao posto de coleta mais próximo de sua casa. Para mais informações sobre esse programa, ligue 3652-9041 ou 156.

 

Fonte: Café Diário

Comissão sobre Mudanças Climáticas debate obrigações do Brasil no Acordo de Paris

A implementação das obrigações brasileiras no Acordo de Paris, firmado em 2015, será tema de audiência pública da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas nesta quarta-feira (13). O foco do debate será o papel do Congresso Nacional no cumprimento das ações estabelecidas. O tema é o primeiro do tópico do plano de trabalho apresentado pelo relator da comissão, senador Jorge Viana (PT-AC).

Os compromissos do Brasil estão previstos na Contribuição Nacionalmente Determinada (iNDC, na sigla em inglês), documento em que cada governo dos países assinantes registrou suas principais responsabilidades para o acordo climático.

Assinado na edição de 2015 da Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP), o novo Acordo do Clima foi estabelecido entre os países para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. O objetivo do tratado, mais conhecido como Acordo de Paris, é a diminuição do aquecimento global e a limitação do aumento da temperatura global em 2ºC, até o ano de 2100.

Em seu plano de trabalho, Jorge Viana indicou que o Brasil está entre os dez maiores emissores mundiais de gases de efeito estuda, ocupando a sétima posição, com aproximadamente 3,43% das emissões globais, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo o senador, o dado atesta a importância dos trabalhos da comissão para implementar a contribuição brasileira na reversão dos efeitos da mudança do clima, sobretudo para “garantir a diminuição do desmatamento, viabilizar a agricultura de baixo carbono e trazer resiliência aos centros urbanos diante dos efeitos da alteração do clima”.

Obrigações

Entre as metas brasileiras estabelecidas pelo acordo está a redução em 37% até 2025 das emissões de gases de efeito estufa e, de forma escalonada, em 43% as emissões até o ano de 2030, tomando como referência as emissões do ano de 2005.

Para discutir o assunto na audiência, foi convidado o coordenador-executivo do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima (FBMC), Alfredo Sirkis. Representantes do Observatório do Clima e dos ministérios do Meio Ambiente e das Relações Exteriores também devem comparecer à audiência.

A reunião da comissão está marcada para às 14h30, na sala 9 da Ala Alexandre Costa, no Anexo 2 do Senado. A audiência será realizada em caráter interativo, com possibilidade de participação popular pelo Portal e-Cidadania e pelo Alô Senado (0800-612211).

COMO ACOMPANHAR E PARTICIPAR

Participe: 
http://bit.ly/audienciainterativa
Portal e-Cidadania:
www.senado.gov.br/ecidadania
Alô Senado (0800-612211) 

Fonte: Agência Senado

Brasil registrará recorde na produção de café e de soja em 2018, diz IBGE

Estimativa da produção do café arábica totalizou 2,6 milhões de toneladas, ou 43,4 milhões de sacas de 60 kg, 2,9% a mais que a do mês anterior

Rio – Assim como a soja, a produção nacional de café deve ser recorde em 2018, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado nesta terça-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A colheita esperada é de 3,4 milhões de toneladas, ou 57,1 milhões de sacas de 60 kg, um aumento de 3,2% em relação à estimativa de abril. O rendimento médio aumentou 3,3% em maio, em decorrência do clima favorável.

A estimativa da produção do café arábica totalizou 2,6 milhões de toneladas, ou 43,4 milhões de sacas de 60 kg, 2,9% a mais que a do mês anterior, com avanço de 3,2% no rendimento médio.

Para o café canephora (conillon), a estimativa da produção foi de 822,0 mil toneladas, ou 13,7 milhões de sacas de 60 kg, um aumento de 4,1% em relação ao mês anterior. A área plantada cresceu 0,8% ante abril, e a área colhida teve aumento de 0,7%.

O rendimento médio subiu 3,3%. O destaque foi a Bahia, que elevou sua estimativa da produção para 117 mil toneladas (1,9 milhão de sacas), alta de 38,2% em relação a abril. O rendimento médio teve aumento de 29,5%, com 2.438 kg/há, puxado pela abundância e boa distribuição das chuvas.

“A produção de café é recorde na serie histórica do IBGE, tanto para arábica quanto para o conillon. Esse ano é o de bienalidade positiva; é um ano que se esperava que o café (arábica) produzisse bastante. E o clima tem beneficiado as lavouras. Houve recuperação importante da produção do Espírito Santo, depois de três anos de seca”, lembrou Carlos Barradas, gerente na Coordenação de Agropecuária do IBGE.

Soja

A estimativa para a produção também recorde de soja subiu a 115,8 milhões de toneladas em maio, 0,1% a mais que a do mês anterior. Houve atualização das estimativas de Mato Grosso (+0,7% ou 220,3 mil toneladas, para 31,4 milhões de toneladas), Goiás (+0,1% ou 7,0 mil toneladas, para 11,7 milhões de toneladas) e

Tocantins (-3,5% ou 92,5 mil toneladas, para 2,6 milhões de toneladas).

Em relação a 2017, a produção brasileira de soja cresceu 0,7%, em decorrência da área plantada, que aumentou 2,6%. Ao todo, foram cultivados 34,8 milhões de hectares, o que representa 56,9% de toda a área cultivada com cereais, leguminosas e oleaginosas do País.

“A gente caminha para ser no futuro o maior produtor de soja do mundo. Nos próximos dois ou três anos a expectativa é que o Brasil consiga passar a produção americana, atualmente o maior produtor. Nós somos o maior exportador”, apontou Barradas.

“Normalmente, as chuvas começam em setembro. Demorou um pouco mais no ano passado, começaram em outubro, mas vieram em grande intensidade. E possibilitou o recorde de produção. E teve aumento da área plantada de soja. Não batemos o rendimento médio de soja do ano passado, mas a área plantada ajudou a aumentar a produção”, justificou Barradas.

Fonte: Estadão Conteúdo

Safra 2018/19: Expectativas indicam aumento na produção de soja dos EUA

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reporta nesta terça-feira (12), às 13h (horário de Brasília), seu novo boletim mensal de oferta e demanda para a safra americana e mundial. E as expectativas dos participantes do mercado é que o órgão revise para cima as projeções para as produções de soja e milho norte-americanas.

Os investidores apostam em números entre 116,35 milhões a 120,56 milhões de toneladas para a safra de soja dos EUA na temporada 2018/19. No relatório anterior, o número projetado foi de 116,48 milhões de toneladas.

Para o milho, as estimativas dos participantes do mercado para a produção giram em torno de 356,64 milhões a 370,96 milhões de toneladas. Em maio, a estimativa ficou em 356,64 milhões de toneladas do cereal.

Segundo explica o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, esses são os números mais aguardados pelos traders e a perspectiva de aumento na safra é decorrente do clima favorável no Meio-Oeste americano até o momento. “E, por isso, vemos essa queda mais forte nos contratos de soja e milho na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta segunda-feira (11)”, completa.

Na tarde desta segunda-feira, os contratos futuros da soja recuavam mais de 1% na Bolsa de Chicago. Os futuros do milho exibiam desvalorizações de mais de 2%.

Até a semana anterior, cerca de 75% das lavouras de soja apresentavam boas ou excelentes condições. No milho, o percentual era de 78%. O USDA atualiza as condições das lavouras no final da tarde desta segunda-feira.

Já a produtividade das lavouras de soja dos EUA é estimada entre 55 sacas a 56,7 sacas por hectare, contra as 55 sacas de soja projetadas em maio. Para o milho, os números estão entre 183,2 sacas e 186,9 sacas do grão por hectare. No último reporte, a projeção ficou em 184,15 sacas por hectare.

Estoques finais

Do mesmo modo, os participantes do mercado também esperam pelas projeções dos estoques finais americanos da nova temporada. Para a soja, os números estão entre 10,61 milhões e 19,11 milhões de toneladas. Em maio, a estimativa ficou em 11,29 milhões de toneladas.

Os estoques finais de milho dos EUA deverão ficar entre 36,2 milhões a 45,47 milhões de toneladas, conforme expectativas dos traders. O USDA estimou os estoques finais do cereal em 42,73 milhões de toneladas em maio.

Brasil

As estimativas dos traders para a safra brasileira, da temporada 2017/18, giram em torno de 117 milhões a 119 milhões de toneladas. No último boletim, a estimativa do USDA ficou em 117 milhões de toneladas.

A produção de milho deverá somar entre 73,9 milhões a 87 milhões de toneladas. Em maio, o departamento estimou a safra brasileira do cereal em 87 milhões de toneladas.

Argentina

O país vizinho deverá colher entre 36 milhões a 39 milhões de toneladas de soja. O USDA projetou a produção argentina da oleaginosa em 39 milhões de toneladas em maio.

No caso do milho, as estimativas giram em torno de 31 milhões a 33 milhões de toneladas. O volume reportado no último relatório foi de 33 milhões de toneladas do cereal.

Clique aqui e confira as informações do relatório de maio

 

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

Portugal: pesquisadores esperam produzir biocombustíveis a partir de microalgas

Cientistas da Universidade do Algarve (UAlg) esperam desenvolver tecnologia que permita usar microalgas para a produção de biocombustíveis.

Uma equipe de cientistas do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA), liderada por Sara Raposo, está colaborando na implementação de uma estratégia para promover o desenvolvimento tecnológico da biotecnologia de microalgas nos setores da energia, saúde, cosmética e aquacultura, no âmbito da rede internacional “Algared+”.

“O Laboratório de Engenharia e Biotecnologia Ambiental do CIMA vai dedicar-se à exploração das energias renováveis, bioetanol, biodiesel e produção de biometano, além de outros produtos que possam ter interesse numa perspectiva de biorrefinaria”, segundo Raposo.

Paralelamente, outros grupos do CIMA devem dedicar-se a áreas com aplicabilidade na saúde, cosméticos e aquacultura. Segundo a Universidade do Algarve, os investigadores do CIMA vão procurar “otimizar as condições de crescimento de microalgas para a produção de bioenergia, através do aproveitamento das diferentes frações da biomassa”.

O amido, açúcar de reserva, e a celulose e hemicelulose, presentes nas paredes das microalgas, serão hidrolisados em açucares mais simples, fermentáveis, que serão depois usados como fonte de carbono para produção de bioetanol. Os óleos serão caracterizados e, dependendo da sua composição, serão usados para a produção de biodiesel ou de produtos de elevado valor, e a biomassa residual poderá ainda ser usada para a produção de biogás, através da digestão anaeróbia.

Apesar do principal enfoque do projeto ser a produção de biocombustíveis, também se tentará aliar esta atividade à obtenção de produtos de interesse, tais como os carotenoides, pigmentos que se encontram na natureza com interesse no setor alimentar e da saúde.

Na visão de Sara Raposo, esta é uma área de investigação “de grande interesse a nível nacional e internacional, que está em ampla expansão, quer no desenvolvimento, quer na procura de novas alternativas ao nível das energias renováveis”.

“O objetivo é contribuir para o desenvolvimento sustentável, através da exploração de recursos biológicos de uma forma sustentável e ambientalmente amigável, num conceito de biorrefinaria integrada, em que aliada à produção de energia teremos outros processos para a produção de produtos de elevado valor a partir da biomassa algal, ou seja iremos fazer uso de tecnologias de processamento limpas e ao mesmo tempo integradas”, acrescentou a coordenadora do projeto.

Segundo a UAlg, a “Algared+” é uma rede de internacional de excelência, constituída no âmbito do Programa Operacional EP-INTERREG VA Espanha-Portugal (POCTEP), formada por universidades, centros de investigação, empresas pública e privadas do setor da aquicultura, biomedicina e produção de microalgas.

 

Fonte: Sul Informação

Inscrições abertas para educação ambiental

Ministério do Meio Ambiente oferece 10 cursos a distância para todos os públicos. Interessados podem se inscrever, gratuitamente, até 20 de junho.

Brasília (11/06/2018) – O Ministério do Meio Ambiente, por meio do Departamento de Educação Ambiental, reabriu, nesta segunda-feira, os cursos do portfólio de Educação a Distância do MMA, mês a mês. Agricultura familiar, água, mudanças do clima, unidades de conservação, igualdade de gênero e participação social estão entre os temas abordados. Os cursos serão disponibilizados em blocos, sendo que o quarto deles é constituído de 10 cursos sem tutoria, abertos ao público geral.

As inscrições vão até o dia 20 de junho e podem ser feitas pelo endereço ead.mma.gov.br. O interessado que ainda não possui um login deve fazer um cadastro e, em seguida, poderá se inscrever em qualquer curso. As vagas são limitadas.

O MMA destaca que todo o conteúdo dos cursos é livre, para uso público e pode ser disponibilizado para que instituições parceiras os ofertem em suas próprias plataformas Moodle.

Além das turmas oferecidas ao público geral, a plataforma EAD do MMA lançará, ainda este mês, uma turma do curso Introdução ao Geoprocessamento, exclusiva para servidores do Ibama.

HISTÓRICO

Desde o final de 2012, o Ministério do Meio Ambiente investiu na customização de um ambiente virtual de aprendizagem e na elaboração de cursos de educação a distância que permitissem acesso de milhares de pessoas a conteúdos socioambientais e materiais pedagógicos para utilização online e off-line.

Ao todo, já passaram pelo ambiente virtual de aprendizagem do MMA mais de 100 mil alunos. Esse alcance é considerado importante, tendo em vista que todos os conteúdos disponibilizados se tornam subsídios e aportam ferramentas para o planejamento e a gestão de programas regionais e locais de educação ambiental.

SERVIÇO

Faça a sua inscrição aqui

Contato do Departamento de Educação Ambiental: (61) 2028-1569

 

Fonte: Letícia Verdi/ Ascom MMA

Milão, na Itália, quer proibir circulação de carros a diesel a partir de 2019

O projeto contra o diesel em Milão prevê que toda a cidade se torne uma “zona de baixa emissão” de poluentes

O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, anunciou que pretende proibir a circulação na cidade de carros a diesel mais poluentes a partir do dia 21 de janeiro de 2019. O projeto contra o diesel em Milão prevê que toda a cidade se torne uma “zona de baixa emissão” (Lez). A proibição deverá seguir a escala do padrão europeu de emissões, norma que disciplina a poluição de veículos da União Europeia (UE), que vai de 0 a 6.

De acordo com Sala, de segunda a sexta-feira, a circulação de veículos a diesel zero a três será proibida. Em outubro de 2019, o plano é estender a proibição para o nível quatro e, em seguida, haverá um plano para o diesel cinco.

O monitoramento será feito com centenas de câmeras que vão ser instaladas nos acessos para Milão. Além disso, sinalizações serão colocadas no trajeto com todas as proibições.

“Vamos começar agora porque será um processo de quatro anos que os cidadãos terão que se acostumar. Nossa filosofia não é feita de proibições, mas é um acompanhamento”, disse Sala.

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Fonte: Época Negócios

ANP realiza missão aos EUA sobre políticas de biocombustíveis

A ANP realiza esta semana (11 a 15/6) missão nos Estados Unidos, liderada pelos diretores Aurélio Amaral e Felipe Kury, sobre as políticas de biocombustíveis norte-americanas Low Carbon Fuel Standard (LCFS), regulado pela Environmental Protection Agency (EPA), e Renewable Fuel Standard (RFS), regulado pelo California Air Resources Board (CARB). O objetivo é trocar experiências e obter subsídios para as resoluções da ANP relativas ao RenovaBio.

O LCFS e o RFS foram os programas utilizados como base pelo governo brasileiro para estabelecer o RenovaBio – programa do Governo Federal para expandir a produção de biocombustíveis no Brasil, baseada na previsibilidade, na sustentabilidade ambiental, econômica e social, e compatível com o crescimento do mercado.

Nesta segunda-feira (11/6), a delegação realizou reunião no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington, DC. Durante a missão, também serão visitadas na cidade associações de produtores de biocombustíveis para verificar sua visão sobre o LCFS e o RFS. Estão previstas ainda reuniões com associações de produtores de etanol, biodiesel, biogás e biometano, além da EPA e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que analisa projeções da produção de biocombustíveis, considerando a RFS e a LCFS.

Já em Sacramento, Califórnia, a visita terá como foco o contato com o CARB, agência reguladora responsável pelo LCFS. Está prevista visita ao Institute of Transportation Studies (ITS), responsável por coordenar a rede acadêmica que dá suporte técnico às decisões do CARB.

Reunião no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington, DC.

O diretor superintendente da APROBIO, Julio Cesar Minelli, integra a delegação como convidado e representante do setor de biodiesel.

Fonte: ANP com adaptações Aprobio

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