Como os fósseis entrarão para o museu dos combustíveis

A utilização dos combustíveis fósseis está com os dias contados. A sua escassez em um futuro breve e a crescente convicção de sua participação no aquecimento global vêm fazendo cidades, países e até montadoras anunciar prazos para o fim da comercialização de veículos movidos a alta quantidade de carbono.

No Brasil, ainda não existem metas ou projeções para limitar ou proibir a gasolina, o diesel ou o gás natural, mas algumas iniciativas governamentais e privadas vêm crescendo para mudar esse cenário.

Em dezembro passado, o presidente Michel Temer (PMDB) sancionou o RenovaBio, programa para incentivar a maior utilização de biocombustíveis, como o etanol e o biodiesel. O setor, que se viu “abandonado” desde a descoberta do pré-sal, agora vê um futuro promissor pela frente. “É um conjunto de diretrizes que faltava para o Brasil. Preenche uma lacuna não só para o etanol, mas para todos os biocombustíveis e opções energéticas se que possam se extrair da biomassa. [O Renova Bio] ainda precisa ser regulamentado neste semestre e deve ser implantado a partir de 2020”, declarou Alfred Szwarc, consultor de Emissões e Tecnologia da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar).

O programa é visto como peça-chave para o país cumprir as metas climáticas assumidas no Acordo de Paris, que prevê redução de 43% das emissões de gases estufa tendo 2005 como ano-base. “É fundamental, ele veio justamente para isso, dar um norte para a cadeia de produção e o etanol pode servir como um dos pilares no setor de transportes [que representa 1/3 da demanda energética]”, diz.

Uma das metas é dobrar para mais de 50 bilhões de litros a produção anual de etanol até 2030 (hoje na casa dos 26 bi) e emitir certificados de carbonos comprados pelas poluidores.

Segundo Szwarc, para sua regulamentação e implantação, o projeto precisa estar alinhado ao Rota 2030, que ainda não está pronto, mas deve ser anunciado em breve. O Rota 2030, voltado às montadoras, vai estipular uma série de metas de eficiência energética e segurança para os próximos 15 anos, além de conceder incentivos fiscais. No primeiro de três ciclos, a expectativa é que a eficiência dos automóveis de passeio melhore 12% –rendam mais sem ficar mais fracos.

“Com esses dois [programas], um na produção e outro na execução, o Brasil vai chegar a gestão eficiente da bionergia”, completa Szwarc.

Com emissão de CO2 que varia de 70% a 90% menos que a gasolina, de acordo com diversos estudos e o mercado consolidado, o etanol da cana-de-açúcar pode representar uma ponte sustentável até que os carros elétricos evoluam e se tornem competitivos.

Para o coordenador de Clima e Energia do Greenpeace, Ricardo Baitelo, “o grosso da transição” dos motores a combustão interna no país viria do álcool e do biodiesel. Como bom sinal, ele lembrou da lei sancionada em janeiro pela Prefeitura de São Paulo, que prevê reduções de COde 50% em 10 anos e 100% em 20 anos na frota de ônibus.

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Fonte: Metro Jornal

Buenos Aires lança novo modelo produtivo para incentivar o biodiesel

O plano oficial é produzir e comercializar o combustível, integrando diferentes cadeias de produção. 

Na tentativa de fortalecer uma indústria bastante abalada, o Ministério do Agronegócio de Buenos Aires apresentou um projeto para participar ativamente no mercado de biodiesel.

A pasta dirigida por Leonardo Sarquís enfatizou que atualmente na província apenas 13% da soja que é produzida é processada e que, com este plano, espera-se que esse número salte para 50% e, a partir disso, com base no óleo resultante desse esmagamento, seja elaborado biodiesel .

“Assim, alcançaríamos 2,5% do mercado provincial de diesel, o que geraria cerca de 500 empregos diretos”, afirmou o ministro em um comunicado. Além disso, o governo estima que poderia gerar mais de 2.300 empregos indiretos, para essa atividade. “Buenos Aires também deve ser um protagonista em tudo relacionado às energias renováveis, especialmente na produção de biodiesel, e o Ministério tem muitos projetos importantes em andamento, por isso prevemos que investimentos importantes virão nos próximos meses”, afirmou Sarquís.

De acordo com dados da Rosario Stock Exchange (BCR), a indústria de biodiesel no país tem 37 fábricas e uma capacidade de produção anual conjunta de cerca de 4,4 milhões de toneladas por ano. Em 2016, essa indústria produziu cerca de 2,6 milhões de toneladas de biodiesel, dos quais 1,6 milhões foram exportados. O curioso é que a grande maioria das fábricas deste biocombustível estão localizadas em Santa Fe (praticamente metade), e especificamente no Gran Rosário (onde estão localizadas as sete maiores plantas do país). Enquanto isso, em Buenos Aires, existem 12 usinas industriais de biodiesel, algumas com capacidade máxima de até 50.000 toneladas por ano.

O projeto destina-se a produzir e comercializar biodiesel, com base na integração de diferentes cadeias de produção, no âmbito do Plano de Bio economia de Buenos Aires. Espera-se que os biocombustíveis puros sejam geridos a nível provincial e que originem um sistema interno de produção e comercialização em cada município.

Além disso, o projeto apresentou aposta para integrar a cadeia de produção animal com a produção de biocombustíveis, a fim de aumentar o impacto do valor agregado em 300% no subproduto original. “A produção de biodiesel e o uso deste biocombustível no sistema de produção de soja, maquinário, transporte e adaptação, poderiam definir uma produção de carbono 0, um fato de enorme relevância no mercado competitivo internacional de commodities”, disseram.

Em meados de 2017, o setor agroindustrial começou a produzir/utilizar biodiesel com base em óleo de cozinha usado, uma fonte de energia implementada como teste em tratores que fazem parte da frota ministerial. Agora, o plano inclui também o biodiesel produzido com base no óleo de soja e tem como objetivos específicos a inovação, o treinamento e a comunicação acerca dos benefícios deste combustível.

Publicação original aqui.

Fonte: El Cronista

De maior poluidor, China quer liderar investimentos em energia limpa

Na primeira vez que estive na China, chamou-me bastante atenção a qualidade do ar que pairava sobre a cidade de Pequim. Podia-se ver um ar rarefeito, nebuloso de sujeira, amarelado e cinzento. Era a poluição. Poucos saíam às ruas sem máscaras protetoras.

Andar e respirar pela cidade me deixava, às vezes, tonta. E sempre muito enjoada.

Em Hong Kong, a situação é um pouco melhor que na China continental, mas também sinto muito os efeitos da poluição.

A impressão geral de todos é que a poluição aqui passou do limite e ninguém mais aguenta. A China ultrapassou os Estados Unidos, há uma década, como o maior emissor de gases de efeito estufa do mundo e, agora, descarrega cerca de duas vezes mais poluentes na atmosfera. Durante anos, suas indústrias de petróleo e carvão prosperaram graças aos poderosos políticos, e o mantra do “crescimento acima de tudo” do Partido Comunista foi dominante.

Acontece que a conta chegou com dados alarmantes, não só no ar, mas nos rios e no solo. Foi então que o país anunciou: vai investir 2,5 mil milhões de yuans (US$ 360 bilhões) em projetos de energia renovável até 2030, valor que coloca a nação como uma das maiores investidoras em energias limpas.

A ideia é investir na produção de energias naturais como as eólica, solar, hidrelétrica e geotérmica. Hoje, mais de 80% da energia consumida pelo mundo provêm de combustíveis fósseis, gerando muita emissão de gases poluentes.

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Fonte: Metrópoles

Farelo de soja é melhor commodity do ano devido à seca argentina

(Bloomberg) — Para entender por que o farelo de soja é a commodity com o melhor desempenho até agora neste ano, converse com Ariel Striglio, um produtor de 52 anos da província argentina de Santa Fe.

Desde janeiro, caíram cerca de 3,5 centímetros de chuva em suas plantações de soja e milho. Isso não é nem um quinto do volume de chuva normal. Além disso, as temperaturas estão muito mais altas.

“O calor é incrível — estamos usando ar-condicionado o tempo todo agora, o que não é normal”, disse Striglio. “Estou estimando perdas de 30 por cento no rendimento da soja.”

A soja é um dos cultivos para ração mais comuns do mundo. Essa oleaginosa é esmagada para fabricar um farelo com alto teor de proteína que é vendido para os criadores de gado. As condições de seca que assolam o coração da região agrícola da Argentina são um motor fundamental dos preços porque o país é o maior exportador desse farelo. Para os produtores de carne como a Tyson Foods e a Sanderson Farms, uma oferta mais ajustada poderia acabar elevando os custos das rações em um momento em que se estima que os americanos comerão mais carne do que nunca.

A seca já impulsionou um aumento de 19 por cento dos futuros mais ativos de farelo de soja em 2018. É o maior ganho entre as 22 matérias-primas monitoradas pelo Bloomberg Commodity Index.

Perspectivas

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês), em 8 de fevereiro, reduziu sua perspectiva para a safra de soja da Argentina para 54 milhões de toneladas, frente aos 56 milhões projetados em janeiro. As estimativas locais são ainda mais baixas. A Bolsa de Grãos de Buenos Aires prevê 50 milhões e a consultoria AgriPac projeta 47,2 milhões. Se esse último número se tornar realidade, esta seria a menor safra desde 2012, mostram números do USDA. A Bolsa disse em 15 de fevereiro que a maior parte dos grãos é de má ou péssima qualidade.

Na Chicago Board of Trade, o farelo de soja para entrega em maio chegou a US$ 381,20 por 2.000 libras na sexta-feira, um recorde para o contrato de futuros criado em dezembro de 2015.

O apetite da China por soja e farelo de soja cresceu nos últimos anos porque sua população cada vez maior está adicionando mais carne à dieta média. O consumo robusto do país ajuda a ampliar qualquer perda de produção das safras, mesmo em uma época de grandes estoques de grãos, segundo Matt Connelly, analista da Hightower Report em Chicago.

Para piorar a escassez de oferta, os produtores na Argentina limitaram a venda das colheitas em meio a expectativas de redução dos impostos à exportação e de queda do peso, disse Heather Jones, analista da Vertical Group em um relatório publicado em 12 de fevereiro. Em dezembro, as exportações de farelo do país atingiram o patamar mais baixo desde 2013. Em dezembro, as exportações de farelo do país atingiram o patamar mais baixo desde 2013. A desvalorização da moeda local favorece as exportações de commodities precificadas em dólar.

Fonte: Bloomberg

Consulta Pública: Leilões de Biodiesel

O Ministério de Minas e Energia (MME) abre Consulta Pública para aperfeiçoar os Leilões de Biodiesel. Contribuições, sugestões e propostas de diretrizes específicas para a melhoria do modelo podem ser encaminhada até dia 1º de abril.

A regra vigente é ditada pela Portaria MME nº 476, de 15 de agosto de 2012. Desde então, o mercado de biodiesel passou por significativas evoluções. Na época, o teor de mistura deste biocombustível no diesel de petróleo era 5%; hoje é 8% e passará para 10% a partir de 1º de março próximo. Ademais, aprovação da Lei do RenovaBio, em dezembro de 2017, traz perspectivas importantes para os biocombustíveis, como certificação da produção, indução de eficiência e estímulo à contratação de longo prazo. Para o biodiesel, em particular, o RenovaBio define ainda diretrizes para participação de pequenos produtores nos leilões.

Esclarece-se que a Consulta Pública não traz proposta prévia de ato normativo para o aperfeiçoamento dos leilões. A finalidade é assegurar que as contribuições da sociedade venham de maneira livre e espontânea, sobre quaisquer aspectos da sistemática de leilões de biodiesel.

A Consulta Pública será realizada por 45 dias. Contribuições e propostas deverão ser submetidas eletronicamente AQUI.

Fonte: Assessoria MME

Quase 95% da energia gerada em MT tem fontes renováveis; excedente é exportado

Quase 95% da energia elétrica gerada em Mato Grosso em 2017 veio de fontes renováveis, de acordo com dados apurados pelo grupo Energisa. O relatório aponta que, do total 93,32% tem origem hídrica, enquanto as outras fontes como Biomassa e Solar Fotovoltaica somaram 1,24%. Já as fontes não renováveis (Diesel e Gás Natural) somaram apenas 5,44%.

Segundo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), além do desempenho das fontes renováveis, a geração em 2017 de todas as fontes foi suficiente para atender a demanda total do Estado e ainda exportar para o Sistema Interligado Nacional, um excedente de produção de 48%.

De acordo com o Coordenador de Energia da adjunta de Indústria, Comércio, Minas e Energia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Teomar Magri, o Brasil possui umas das matrizes mais limpas e completas de geração de energia elétrica do mundo. São cerca de 75,5% de renováveis, destacando nos últimos anos o crescimento das fontes eólicas e solar.

“Os países desenvolvidos possuem em média 23,1% de energias renováveis na sua matriz enquanto os demais atingem cerca de 22,5% em média, ou seja, Mato Grosso com 94,56% de geração renovável, sem dúvida está na vanguarda no nosso país quando se fala em geração de energias renováveis, com expectativa de crescimento nos próximos anos as fontes hídricas, solar e de biomassa, como já vem sinalizando”, diz.

O último ano fechou com 107 empreendimentos  de geração de energia elétrica do além 285 empreendimentos relativos a micro e mini usinas Solar Fotovoltaicas na modalidade de geração distribuída. No total são:11 Usina Hidrelétrica (UHE’s); 1 UT a Gás Natural; 7 UT’s de Biomassa (Bagaço de cana, cavaco de madeira, capim elefante); 4 UT’s a Óleo Diesel; 84 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH’s e CGH’s).

O último Balanço Energético de Mato Grosso publicado em parceria da Sedec com a Universidade Federal de Mato Grosso divulgou a distribuição da matriz energética no Estado que é formada predominantemente pelas hidrelétricas (75%), cuja matéria prima é a água, usinas termelétricas (20%), que geram energia a partir do gás e da biomassa (5%), a partir, por exemplo, do bagaço da cana de açúcar.

Incentivo

Mato Grosso após iniciativa da Sedec foi um dos primeiros Estados a isentar o ICMS na modalidade de micro e minigeração distribuída a partir da adesão ao Convenio Confaz 16/2015 pelo Convênio 130/2015 em 04/11/15 e regulamentado pelo Decreto Lei 382/15 do Governo do Estado em 29/12/15 com validade a partir de 01/01/16. Nesta modalidade estão contemplados os empreendimentos com até 1.000 kW de potência instalada de fontes renováveis como CGH’s, Biogás, e, principalmente a Solar Fotovoltaica.

 

Fonte: Agro Olhar

Alemanha decide proibição do diesel na quinta-feira (22)

Tribunal alemão vai julgar nesta quinta-feira a proibição de veículos muito poluentes nas cidades.  A gratuitidade dos transportes públicos está em estudo para evitar sanções da União Europeia

Um Tribunal Federal vai decidir no próximo dia 22/02 se as cidades alemãs poderão proibir a circulação de veículos muito poluentes, decisão tomada por vários tribunais locais, em 2015, em decorrência do escândalo das emissões poluentes da Volkswagen.

A decisão deverá afetar sobretudo os lucros dos construtores de motores diesel, os principais emissores de dióxido de nitrogênio (Nox), substância que provocou ameaças de sanções por parte da União Europeia, e que é considerada responsável por doenças respiratórias.

A organização ambiental Deutsche Umwelthilfe (DUH) processou as cidades de Stuttgart (coração da indústria automobilística na Alemanha) e Dusseldorf por considerar que os níveis de emissões poluentes, em particular de óxido de nitrogênio, não cumprem as normas em vigor na União Europeia.

Cerca de 15 milhões de veículos a diesel circulam atualmente no país e associações de defesa do ambiente, citadas pela agência Reuters, estimam que em pelo menos 90 cidades os níveis de poluentes ultrapassem os limites impostos por Bruxelas.

Depois da Volkswagen admitir ter falseado os testes antipoluição em 2015, os tribunais locais decidiram que os municípios deviam proibir a circulação de veículos diesel, fora dos padrões aceitáveis, nos dias de maior poluição. Contudo, os construtores de automóveis contestam a decisão, uma vez que a proibição total poderá levar à queda dos preços dos veículos no mercado de segunda mão e a um aumento do preço dos contratos de locação, baseados no valor residual do veículo no fim do período contratado.

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Fonte: Expresso

ANP unificará regras de biocombustíveis

Ideia é consolidar as normas para produção de etanol e biodiesel e inserir o biometano, que ainda não está regulamentado

A fim de simplificar o processo de regulação e atrair mais investimentos para a produção brasileira de biocombustíveis, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) está analisando a possibilidade de unificar o marco regulatório do etanol, do biodiesel e do biometano. Por isso, abriu uma consulta pública para receber propostas sobre o tema. As contribuições podem ser enviadas até o próximo dia 16, para que uma audiência pública debata o assunto em 22 de março.

“A consulta tem como proposta a simplificação regulatória e a minimização de barreiras para o exercício desta atividade, atraindo investimentos para a expansão dos biocombustíveis na matriz energética nacional”, informou a ANP, que pretende levar as propostas recebidas da sociedade civil para avaliação e possível incorporação da sua área técnica, antes de submeter o texto da nova regulamentação a sua diretoria.

Enquanto isso, a minuta de resolução elaborada pela ANP “propõe a unificação do marco regulatório de biocombustíveis (biodiesel, biometano e etanol) com vistas à simplificação administrativa, minimização de barreiras ao investimento e redução de custos impostos pela regulação”. A intenção é consolidar as normas impostas aos produtores de etanol e biodiesel e inserir a produção de biometano, que ainda não é regulamentada oficialmente, nas atividades vistoriadas pela ANP. E, assim, criar um marco legal único que favoreça a produção dos biocombustíveis no Brasil.

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OCDE diz que taxas de energia de países desenvolvidos não bastam para combater mudança climática

As taxas de energia cobradas nas grandes economias desenvolvidas não estão bastando para reduzir o consumo, melhorar a eficiência energética e impulsionar a adoção de fontes de baixa emissão de carbono, alertou a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) na última quarta-feira (14).

Impostos sobre o uso de energia e a produção de bens são usados por muitos governos para fazer os consumidores pagarem pelos custos da poluição, de forma a reduzir as danosas emissões de gases de efeito estufa que provocam o aquecimento global.

A OCDE examinou as taxas de uso de energia entre 2012 e 2015 em 42 economias da organização e do G20, que representam cerca de 80 por cento do consumo global de energia e das emissões de carbono resultantes.

O estudo não incluiu os preços do mercado de carbono, como no Sistema de Troca de Emissões da União Europeia, mas a OCDE disse que eles pouco alteram as descobertas do relatório.

Segundo a OCDE, quase todas as taxas são baixas demais para ajudar a combater a mudança climática quando comparadas com um nível referencial de 30 euros por tonelada de dióxido de carbono (CO2) — uma estimativa mínima conservadora do dano causado pela emissão de uma tonelada de CO2.

“Uma visão panorâmica das taxas efetivas de CO2 por tonelada em todos os países revela que mal se nota alguma mudança no índice de taxas sobre emissões fora do setor de transporte rodoviário”, disse o relatório.

“As taxas continuam a ser muito mal alinhadas aos custos ambientais e climáticos do uso de energia em todos os países”, acrescentou.

No setor de transporte rodoviário, 97 por cento das emissões são taxadas e os índices ficaram acima dos 50 euros por tonelada de CO2 em 47 por cento das emissões em 2015 — em 2012 foram de 37 por cento.

Em outros setores, que coletivamente representam 95 por cento das emissões de carbono provocadas pelo uso de energia, 81 por cento das emissões não foram taxadas e os índices ficaram abaixo dos 30 euros por tonelada de CO2 em 97 por cento das emissões.

Fonte: Reuters

Exportação de soja do Brasil tem ritmo mais lento ante fevereiro de 2017

SÃO PAULO (Reuters) – As exportações de soja do Brasil, maior exportador global da commodity, atingiram uma média diária de 83,7 mil toneladas nas duas primeiras semanas de fevereiro, menos da metade do registrado no mesmo mês fechado de 2017, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta quinta-feira (15).

O volume diário das duas primeiras semanas do mês, no entanto, supera a média de janeiro (71 mil toneladas), quando o Brasil exportou 1,56 milhão de toneladas.

A colheita no ano passado estava mais adiantada do que neste início de 2018, o que poderia indicar o motivo de um ritmo mais lento de embarques neste começo da temporada de exportações do país, na comparação com 2017. Em 2018, contudo, o Carnaval ocorreu mais cedo.

As exportações de soja do país nos sete dias úteis das duas primeiras semanas de fevereiro somaram 586 mil toneladas.

Em todo o mês de fevereiro do ano passado atingiram 3,5 milhões de toneladas (195 mil toneladas ao dia), segundo a Secex.

Fonte: Reuters

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