23 de junho de 2018

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Armazenamento de CO2 permite retê-lo no subsolo por milhares de anos

O método pode ser extremamente eficaz na luta contra as mudanças climáticas

A captura e armazenamento de carbono no subsolo não é somente um método viável e seguro mas, além disso, seria uma ferramenta muito eficaz contra a mudança climática, já que permitiria reter CO2 no subsolo durante 10 mil anos.

Esta é a principal conclusão de uma pesquisa publicada nesta terça-feira(12) na revista “Nature Communications” e cujo primeiro autor é Juan Alcalde, pesquisador espanhol da Universidade de Aberdeen (a Escócia).

O dióxido de carbono (CO2) produzido pela queima dos combustíveis fósseis é o principal causador do efeito estufa e, portanto, o gás que mais contribui para a mudança climática.

Em 2005, os 195 países signatários do Acordo de Paris se comprometeram a limitar o aumento da temperatura média global em um máximo de 2 graus centígrados.

Para isso, os países acordaram reduzir as emissões de CO2 emitidas à atmosfera procedentes da atividade industrial, da geração de energia elétrica, da calefação e do transporte.

No entanto, a substituição das energias fósseis por renováveis por si só não é suficiente para diminuir estas emissões. É necessário iniciar medidas paralelas que ajudem a alcançar os objetivos do Acordo de Paris.

“Uma dessas medidas poderia ser a captura destas emissões, porque a tecnologia já é possível e poderia ser implementada em escala industrial no mundo todo”. Só é preciso “vontade política”, explicou Alcalde em declarações à Efe.

Para o estudo, os autores reuniram uma grande quantidade de dados em escala global sobre acúmulos naturais de CO2 e metano, e toda a informação disponível sobre as atividades da indústria dos hidrocarbonetos (armazenamento de gás natural e experimentos de laboratório).

“Trata-se de uma base de dados muito complexos, que levou quase quatro anos para completar, mas que nos permite entender o que acontece com o CO2 quando é injetado no subsolo”, afirma Alcalde.

Partindo destes dados, os pesquisadores fizeram modelos matemáticos que replicam “o que ocorreria ao CO2 ao ser injetado no subsolo, e em diferentes cenários”.

O trabalho, de fato, levou em conta diversos cenários, tanto em zonas terrestres como áreas litorâneas ou marinhas, que reúnem distintas caraterísticas e, portanto, incluem “todas as categoria de possibilidades” mas, além disso, inclui um caso extremo, que simula uma captura de CO2 no pior dos cenários, um “caso hipotético e pouco realista no qual tudo falha”, detalha.

O estudo conclui que inclusive no caso extremo o armazenamento de CO2 é muito seguro a longo prazo e, portanto, é uma ferramenta fundamental para combater a mudança climática.

Segundo os cálculos do trabalho, nos locais adequadamente regulados, as taxas de vazamento de gás anuais seriam menores a 0,01% ano, com o que mais de 90% do CO2 capturado e injetado se manteria no subsolo.

Até agora, esta tecnologia não foi posta em andamento porque havia dúvidas sobre sua segurança, mas “este trabalho tira todas elas”.

O outro motivo é o alto custo econômico e que trata-se de uma aposta sem retorno econômico, aponta o pesquisador.

“É necessário que os governos tenham vontade política e se comprometam a realmente reduzir as emissões, mesmo com essa técnica completamente perdida porque, somente com a eficiência de energia renovável, não atenderemos aos objetivos da mudança climática”.

Fonte: EFE

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