18 de junho de 2018

Compartilhar , , Google Plus , Pinterest ,

Imprimir

Posted in:

Em meio à crise dos combustíveis, especialistas defendem a diversificação de matrizes energéticas

O biodiesel, combustível feito a partir de óleos vegetais ou gordura animal, minimiza os impactos ambientais e tem mostrado crescimento

A greve dos caminhoneiros, que durou 11 dias, provocou o caos no Brasil e aprofundou a fragilidade do Governo Temer, pode ter acabado, mas os efeitos ainda são sentidos. Pedindo a redução do preços dos combustíveis, em especial do diesel, os motoristas pararam o País e os efeitos da paralisação foram sentidos nos mais diversos setores. O Planalto então cedeu, em uma tentativa de agradar, e decidiu baixar o preço do diesel em R$ 0,46 nas refinarias por 60 dias.
A busca por alternativas de matrizes energéticas e os impasses da política de preços da Petrobras são os principais entraves da economia atual no País. Evento que aconteceu nesta quarta-feira, 6, na Universidade Estadual do Ceará (Uece), reuniu pesquisadores do ramo da energia e da pesquisa, além de professores e alunos. No I Worskhop Uece – Nutec (Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará), o debate girou em torno de meios de driblar essa crise e pesquisas e projetos mirando o futuro.
O biodiesel, combustível feito a partir de óleos vegetais ou gordura animal, minimiza os impactos ambientais e tem mostrado crescimento. Hoje, ele representa 10% da composição do diesel (o mais utilizado pelos caminhoneiros que pararam o Brasil). De acordo com Jackson Malveiro, gerente da área de tecnologia química e de alimentos do Nutec, a tecnologia de obtenção do biodiesel ainda é nova. “A tendência é ir crescendo, mas é uma obtenção ainda jovem. É um diesel que polui menos, certamente, mas ainda não existem muitas políticas de incentivo ao biodiesel. É uma decisão política e econômica.”, indica.
Este combustível alternativo é produzido hoje, majoritariamente, a partir de óleos vegetais como de algodão e soja, segundo afirma Malveiro. A professora do departamento de Química da Uece, Selene Maia, aponta que um dos empecilhos na popularização do biodiesel é a seca que assola o sertão cearense, por exemplo. “A nossa dependência da seca, esse problema que nunca resolvemos, afeta a agricultura e, consequentemente, as produções vegetais, que são matéria-prima pro biodiesel”, aponta.
Continue lendo aqui.
Fonte: O Povo

Assine nossa newsletter e tenha acesso as principais notícias do setor


aprobio@aprobio.com.br
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1903 - Conj. 91 - Jd. Paulistano - 01452-911 - São Paulo - SP - Tel: 55 11 3031- 4721

Back to Top