Compartilhar, , Google Plus, Pinterest,

Imprimir

Escrito em

Diretor da APROBIO garante biodiesel para evolução do mercado

Diretor da APROBIO garante biodiesel para evolução do mercado

Indústria está pronta para uma demanda de B10, esperado para março de 2018

O diretor superintendente da APROBIO, Julio Cesar Minelli, afirmou hoje (24-10) que não faltará biodiesel no mercado brasileiro, seja qual for a mistura do produto no óleo diesel. “Com previsibilidade de mercado, o setor produtivo vai investir para atender a demanda com segurança, qualidade e garantia de abastecimento”, disse ele ao fazer palestra na Conferência BiodieselBR 2017, em São Paulo.

Segundo Minelli, em 2012, como ao longo de toda a interlocução dos produtores com as autoridades e os demais segmentos da cadeia produtiva, a APROBIO já defendia um mercado de B20 (20% de biodiesel por litro de diesel; hoje são 8%) até 2020. Ele foi claro ao dizer que, independentemente dos estoques – na base das matérias primas –, há sempre capacidade produtiva para ser acionada e atender o mercado, à medida que ele evolui, com previsibilidade. “Além de estarmos prontos para o B10, a indústria de biodiesel tem capacidade ociosa para atender outras demandas”, disse o diretor da APROBIO. Para o executivo, os produtores vislumbram outras misturas, como B15, B20 ou mesmo mais. “É uma questão de ver como o setor pode contribuir com o crescimento econômico do país”, salientou.

O executivo defendeu, ainda, equilíbrio na remuneração de toda a cadeia produtiva, desde o produtor rural até a revenda ao consumidor final. Segundo Julio, por exemplo, se a demanda de farelo de soja subir, mas o preço do óleo vegetal não o remunerar bem, subirá o preço do farelo, que é justamente o vetor de agregação de valor do processamento de biodiesel no complexo soja, o que assegura a oferta de proteína animal no mercado interno da cadeia alimentar. “Ninguém planta soja para fazer biodiesel, acrescentou, mas para atender a demanda de alimento”.

O biodiesel entra nesse cenário para valorizar o produto in natura, qualificando seu preço internacional e gerando divisas para o país, “além de melhorar a qualidade do ar, economizar recursos na importação de diesel mineral, reduzir os dispêndios dos sistemas de saúde pública e evitar internações hospitalares e mortes, o que não tem preço”, concluiu.

Fonte: Assessoria Aprobio