18 de dezembro de 2017

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Panorama para o mercado de biodiesel

O aumento gradativo da mistura de biodiesel, sancionado em 2016, é parte do que os produtores sempre buscaram: previsibilidade e aumento na participação do biocombustível na matriz energética veicular do país.

O setor não quer apenas aumentar a participação do produto na cesta verde da matriz brasileira, mas fazê-lo dentro de um ambiente de normalidade programada por um planejamento de longo prazo, para que se possa ao menos vislumbrar o mercado daqui a 20 ou 30 anos.

Um conjunto claro de regras, que confira segurança jurídica e regulatória, permite traçar estratégias de expansão e assegurar um ambiente propício aos investimentos. Atualmente são 51 usinas autorizadas pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) a operar, com uma capacidade produtiva de quase 7,5 bilhões de litros por ano.

Após a aprovação do aumento escalonado de mistura até B10 (10% de biodiesel por litro de diesel) o mercado voltou a se movimentar, com plantas solicitando autorização à ANP para ampliar a capacidade e novos pedidos para construção de mais unidades produtivas.

Só com o B8, válido a partir do início de março de 2017, o país deve contabilizar um aumento de demanda na ordem de 12% sobre 2016, para aproximadamente 4,3 bilhões de litros, caso o consumo de diesel permaneça estável, o que não tem se verificado com regularidade.

Empregos e renda

Com essa perspectiva, o setor pleiteia a antecipação do B9 para 2017 e assim ajudar a promover ainda mais empregos, renda e saúde. Estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/USP) de 2012 indicava que com o aumento da mistura, à época B5, para B10  provocaria o incremento de postos de trabalho próximos a 205 mil. A previsibilidade já destacada deve levar a mão-de-obra qualificada a estar disponível quando necessária.

A produção de biodiesel, além de reduzir as emissões de GEE e melhorar as emissões dos veículos de ciclo diesel, traz benefícios econômicos e sociais para todo o país, sobretudo às regiões onde estão localizadas as usinas.

A maior parte das plantas está em cidades pequenas e médias, principalmente nas regiões Centro-Sul do país, onde é possível verificar aumento no PIB industrial e de serviços após a instalação da usina,  evidência de geração de emprego e renda direta e indireta.

Para o mercado da soja, a produção do combustível renovável, estimula o processamento do grão no país, gerando mais emprego e renda. Um dos produtos resultantes de seu processamento, o farelo, é componente principal das rações preparadas para o gado de leite e a criação de aves e suínos. A agregação de valor ao produto original, soja, faz com que essas cadeias produtivas figurem entre os setores que mais empregam no país.

No caso do sebo bovino, além de grandes frigoríficos, existe graxarias que processam sobras de animais e também separam o sebo. Essa valorização aumentou o preço pago pelo sebo bovino e este rejeito passou a ser considerado como mais um produto rentável pelos frigoríficos.

Em outubro do ano passado, o setor de biodiesel entregou apresentou à Secretaria de Petróleo, Gás e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia informações que passaram a integrar o RenovaBIO, programa do MME que projeta o mercado e a capacidade produtiva brasileira de biocombustíveis até o ano de 2030.

Os dados apontam que a participação do biocombustível  na Matriz Energética Brasileira pode alcançar pelo menos 3,31% em 2030, com uma produção de 18 bilhões de litros por ano.

A Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio) integra a Mesa de Abastecimento de Biodiesel, criada pelo Ministério de Minas para reforçar o diálogo do órgão com o setor e seus diversos agentes, com o objetivo de reduzir assimetrias de informação entre os diversos eixos, além de avaliar periodicamente o abastecimento de biodiesel e as variações envolvendo safra e entressafra.

Para os próximos anos o setor deve crescer na ordem de 10% em demanda. Atualmente o Brasil é o 2º maior produtor mundial de biodiesel perdendo  para os Estados Unidos, que produziram 5,9 bilhões de litros em 2016. Ano passado a produção brasileira foi de 3,801 bilhões de litros, desempenho abaixo do esperado, devido à queda no consumo de diesel, números que refletiram o momento econômico do país.

Meio ambiente e saúde

No meio ambiente as vantagens da adoção do biodiesel são evidentes e transversais, perpassando estes segmentos de maneira a fazer de um a consequência do outro.

Estudo encomendado pela APROBIO à FIPE sobre o impacto econômico da sua produção no período de 2008 a 2011, mostrou que o maior uso do óleo verde naqueles anos evitou a emissão de 11 milhões de toneladas equivalentes de gás carbônico (CO²).

Outro trabalho preparado para a Associação, desta vez sobre os efeitos do combustível renovável na natureza desde a plantação das matérias primas para seu processamento até a combustão nos motores, constatou que a redução de CO² em toda a cadeia produtiva pode superar os 70%. Estudos similares chegaram a resultados semelhantes.

O biodiesel contribui para o país cumprir as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa assumidas nas conferências do clima das Nações Unidas desde a COP-15, em Copenhagen em 2009, até a 21 em Paris, em dezembro do ano passado, a ponto de constar das propostas da delegação brasileira nas duas ocasiões. A Câmara Setorial de Oleaginosas e Biodiesel do Ministério da Agricultura fez um relatório em 2013 mostrando que cada ponto percentual a mais de biodiesel nos tanques de combustível corresponde a plantar sete milhões de árvores.

A consultoria ambiental Saúde e Sustentabilidade pesquisou os efeitos do aumento do emprego de biodiesel para reduzir a poluição atmosférica nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e Recife.

Realizado com apoio da APROBIO e suporte técnico da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o trabalho mostrou que o uso progressivo de biodiesel reduz o número de internações hospitalares por problemas respiratórios. Na região metropolitana de São Paulo, por exemplo, se a mistura de B20 fosse utilizada haveria praticamente duas mortes a menos por dia relacionadas à poluição do ar.

Fonte: Aprobio

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